Economia Pessoal

Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo

16 Outubro, 2019

Segundo o 13º relatório anual do Global Peace Index (GPI) de 2019, Portugal encontra-se em terceiro lugar no ranking dos países mais pacíficos do mundo, subindo duas posições face ao ano passado. Que fatores estiveram na base desta subida?


Portugal: do 18º lugar à 3ª posição em cinco anos

Em 2019, a Islândia e a Nova Zelândia mantiveram a liderança do Global Peace Index. Aliás, a Islândia ocupa a posição de país mais pacífico do mundo desde 2008. No entanto, Portugal, com uma subida de duas posições que lhe valeu o terceiro lugar, é uma das novidades deste ano, conseguindo ficar bem acima de outras nações industrializadas como a França (60º) ou Espanha (32º).

Elaborado pelo Instituto para a Economia e Paz, sediado em Sydney, o Global Peace Index avalia 163 nações em 23 indicadores agrupados em três áreas de critério: segurança, conflitos domésticos e internacionais e grau de militarização. O desempenho de Portugal neste índice tem sido bom, mas com especial destaque para os últimos anos. Em 2014, altura em que ainda lidava com as consequências da crise financeira, o país estava na 18ª posição do ranking. Volvidos apenas cinco anos, Portugal conseguiu alcançar o terceiro lugar graças a vários fatores que têm contribuído para uma evolução favorável.

Mais segurança, mais investimento económico mais crescimento

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A verdade é que Portugal é visto como um exemplo de ressurgimento económico e progresso da paz depois da crise financeira que ocorreu em 2009 o que justifica, em parte, o terceiro lugar no ranking dos países mais pacíficos. O país conseguiu melhorar ou manter a sua performance em 12 dos 23 indicadores-chave, nomeadamente ao nível da estabilidade política, da habitação, do equilíbrio entre vida laboral e profissional, da qualidade ambiental e, sobretudo, nos níveis de violência e criminalidade.

Para o ministro da administração interna, Eduardo Cabrita, a evolução de Portugal no ranking deve-se ao investimento e a uma grande coordenação de meios entre várias forças de segurança, nomeadamente a GNR, PSP, Polícia Judiciária e o SEF. Salientando que Portugal ter vindo a consolidar uma imagem de segurança não só entre os residentes, mas também entre os estrangeiros que visitam o país. A redução da criminalidade em geral contribuiu para melhorar a imagem de Portugal, atraindo mais turistas, mais imigrantes e mais investidores.

Aliás, como salienta a publicação Global Finance, não é por acaso que os países mais pacíficos são, normalmente, os que têm moedas mais fortes e mais investimento estrangeiro, que no caso de Portugal até tem estado a crescer. Aos investidores estrangeiros interessados em Portugal, o Banco Finantia disponibiliza uma equipa de profissionais qualificados e experientes que prestam assessoria e aconselhamento personalizados para garantir as soluções de investimento mais adequadas quer para investidores privados, quer para investidores institucionais.

Todos os fatores somados levam a que a economia do país esteja a recuperar. Segundo os relatórios das instituições comunitárias, a economia de Portugal cresceu 1,8% no segundo trimestre de 2019 e o setor bancário também tem vindo a consolidar a sua solidez financeira. Além disso o país é também considerado como um dos melhores países para expatriados pela sua qualidade de vida. Não admira que Portugal se destaque mesmo entre os países europeus.

Europa continua a ser o continente mais pacífico

A Europa continua a ser o continente mais pacífico com oito dos primeiros lugares deste índice a pertencerem a países europeus. Porém, na última década o mundo tornou-se menos pacífico O número de refugiados este ano chegou a 1% da população mundial e não podemos esquecer que os custos económicos da violência são tremendos. De acordo com este índice, os custos médios da violência entre os 10 países mais afetados por conflitos rondam os 35% do PIB, contra apenas 3,3% nos países mais pacíficos.

Steve Killelea, Fundador e Presidente Executivo da IEP (Institute for Economics and Peace), alertou para o facto de o mundo ainda se encontrar à mercê do conflito do Médio Oriente, da instabilidade política nos Estados Unidos, dos fluxos de refugiados e do terrorismo na Europa. O arrastar destes conflitos e os impasses em muitas situações de tensão e insegurança levam ao aumento do nível de desigualdade de paz, com os países menos pacíficos a afastarem-se cada vez mais dos mais pacíficos. Uma situação que coloca em causa o crescimento global.

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