Economia Pessoal

Quem procura encontra depósitos a prazo com melhores taxas de juro

14 Outubro, 2019

A média das taxas de juro dos depósitos a prazo está em valores historicamente baixos e, por isso, o instrumento de investimento preferido dos portugueses não está a ter a rendibilidade de outros tempos. Mas porque é que isto acontece? E existem ofertas no mercado para os investidores que querem preservar o seu capital com taxas de juro mais atrativas?  


Taxa de juro média dos depósitos a prazo nos 0,11% em agosto

Os depósitos a prazo são os produtos de investimento em que mais portugueses confiam e não é de espantar. Não exigem profundos conhecimentos financeiros nem muito tempo dedicado a acompanhar o mercado e, sobretudo, são produtos de capital garantido de baixo risco, uma vez que estão cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos sempre que ocorra a indisponibilidade dos depósitos por razões diretamente relacionadas com a situação financeira da instituição financeira. Este depósito garante a totalidade do capital depositado, até ao valor de 100.000 euros por depositante e por instituição de crédito, no vencimento e em caso de mobilização antecipada.

No entanto, de acordo com os dados relativos a agosto de 2019 do Banco Central Europeu (BCE), a taxa de juro oferecida em Portugal nas novas aplicações de depósitos a prazo bateu valores historicamente baixos ao fixar-se nos 0,11%. E Portugal está longe de ser caso único. Taxas de juro nos depósitos a prazo menos atrativas são uma tendência que se verifica um pouco por toda a Zona Euro. Mas porque é que as taxas de juros estão tão baixas?

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Os fatores que influenciam a taxa de juro dos depósitos a prazo

Existem vários motivos na conjuntura económica atual para que os depósitos a prazo tenham baixas taxas de juro, mas uma coisa é certa: os depósitos, pelas suas características, não são os produtos financeiros de onde os investidores podem esperar retirar maiores dividendos. Sendo um produto com um baixo risco associado também acabam por ser menores as possibilidades de lucro. Ora, como já referimos, quem investe em depósitos a prazo valoriza mais o facto de não perder o capital investido do que os lucros que pode obter.

Contudo, as taxas Euribor também têm desempenhado um papel importante nesta situação, uma vez que os seus valores também têm estado muito baixos. Se isso é bom para quem tem ou vai fazer um empréstimo, sobretudo no crédito à habitação, não é tão bom para quem quer investir as suas poupanças. Como uma boa parte dos depósitos a prazo têm juros variáveis e estes estão indexados à Euribor, isto significa que os juros serão menores, ou seja, os investimentos terão menor rentabilidade.

Mas não se pense que esta é uma decisão da banca. A evolução da economia e as políticas dos bancos centrais contribuem para que esta situação se mantenha. É aqui que entra o BCE, que regula a atividade da banca europeia e os níveis dos preços. Depois da última crise, a instituição tem mantido as suas taxas de juro baixas, o que significa que também os bancos estão a pagar menos pelo dinheiro que lhe pedem emprestado.

Com esta medida, o BCE tem como objetivo que as baixas taxas se reflitam também nos valores cobrados pelos bancos nos empréstimos concedidos aos consumidores, o que até tem efetivamente acontecido. Tudo para aumentar o investimento das empresas e o consumo privado, estimulando assim um crescimento mais expressivo da economia europeia. E parece que o cenário vai-se manter inalterado até ao final deste ano, pelo menos essa é a intenção manifestada pelo BCE. Para os investidores isto significa que os bancos têm bastante liquidez e, por isso, não necessitam de se financiar junto dos seus clientes. Aliás, neste momento, a banca tem de pagar ao BCE se quiser depositar o dinheiro de que dispõem nesta instituição.

Mas será que existem depósitos com taxas de juro acima da média?

Apesar de influenciados pelas políticas monetárias, os produtos existentes no mercado não são todos iguais, pelo que os investidores que querem continuar a aplicar o seu dinheiro nos depósitos a prazo devem pesquisar para encontrar as melhores ofertas. A verdade é que existem no mercado vários destes produtos financeiros a remunerar valores bem acima da média identificada pelo BCE. É o caso do Banco Finantia, que neste momento disponibiliza aos seus clientes cinco tipos de depósitos a prazo, em euros, de acordo com os horizontes temporais de investimento e cujas taxas estão acima da média, incluindo o novo depósito a prazo a 3 meses com uma TANB de 1.90%.

A nova campanha de depósito a prazo a 3 meses do Banco Finantia tem uma das taxas mais atrativas do mercado. Com uma TANB de 1,90%, o Depósito a Prazo Finantia Rendimento 3 meses é o produto ideal tanto para investidores conservadores, como para investidores arrojados que estejam à procura de diversificar a sua carteira de investimento. Este novo produto financeiro tem como montante mínimo de constituição 25.000€ e como máximo 100.000€. A TANB de 1,90% deste depósito a prazo a três meses permite-lhe rentabilizar o seu dinheiro com uma taxa muito mais elevada do que aquelas que têm estado a ser comercializadas pelos bancos nacionais e num curto espaço de tempo.

Para quem procura horizontes de investimento mais alargados, o Banco Finantia tem um depósito a prazo a seis meses com uma TANB de 0,50%; uma taxa de 0,60% para os depósitos a um ano; nos depósitos a dois anos a TANB sobe para os 0,80% e se o investimento em depósito a prazo for por um período de três anos, a taxa será de 0,90%. Estas percentagens são fixas e não sofrem nenhuma alteração durante o período em que estejam em vigor porque não estão indexadas a nenhuma outra taxa.

No Banco Finantia também poderá encontrar depósitos em moeda estrangeira, neste caso em dólares americanos, cujas taxas de rentabilidade são ainda mais atrativas: 2,75% nos depósitos a um, dois ou três anos. No entanto, é preciso salientar que este tipo de produto exige dos investidores maiores conhecimentos financeiros, nomeadamente do mercado cambial: da evolução entre o euro e a moeda em que é realizada a aplicação.

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