Economia Pessoal

Depósitos a prazo e contas poupança: tudo o que precisa saber

8 Agosto, 2019

Depósitos a prazo ou contas poupança? Muitos portugueses colocam-se esta questão na hora de eleger um produto financeiro para as suas poupanças. A resposta vai depender da situação e dos objetivos de cada investidor e, para isso, é preciso saber o que os distingue.


Investimentos seguros

Quer os depósitos a prazo, quer as contas poupança são produtos financeiros em que o investidor empresta dinheiro a uma instituição bancária e recebe em troca os juros acordados por esse empréstimo. Enquanto o banco fica com maior liquidez para a realização da sua atividade, o cliente tem a hipótese de rentabilizar o seu dinheiro com produtos simples que não exigem nem conhecimentos profundos do mercado nem um acompanhamento exaustivo do mesmo. É por isso que este tipo de produtos é muito procurado por investidores com um perfil conservador, mas não só.

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Porque são produtos com riscos associados mais baixos, acabam por ser também os que têm uma menor rendibilidade, mas depósitos a prazo e contas poupança são dois produtos distintos com diferentes características e que acabam por servir diferentes propósitos. Regra geral, os depósitos a prazo estão mais vocacionados para investidores que já têm alguma poupança e pretendem rentabilizá-la, enquanto que as contas poupança, pelas suas características, são especialmente interessantes para quem quer começar uma almofada financeira ou quer começar a poupar. E, claro, é importante salientar que mesmo dentro dos vários depósitos a prazo e contas poupança disponibilizados pelas instituições bancárias existem diferenças e especificidades que terá de avaliar.

Depósitos a prazo: poupanças a render e com capital garantido

Como já referimos, os depósitos a prazo são uma opção de investimento muito interessante para os clientes bancários que já têm uma poupança e procuram formas simples e seguras de investir o seu dinheiro ou de diversificar o seu investimento. Normalmente, juros mais altos do que nas contas poupança são um atrativo destes produtos, mas no mercado existem depósitos com várias características. Estes podem ter um prazo de investimento relativamente extenso – três anos – ou bem mais curto – como por exemplo apenas três meses -; ter uma taxa fixa ou variável; permitir ou não fazer reforços; permitir o resgate antecipado com penalizações ou sem penalizações; ser de renovação automática ou não renováveis, entre outras características. Já os juros podem ser pagos na conta à ordem associada ou capitalizados no próprio investimento. São certamente muitas variáveis a considerar, mas isso permite que todos os investidores encontrem um depósito a prazo à sua medida.

Os depósitos a prazo mais extensos são especialmente interessantes para os investidores que não têm muito tempo disponível para procurar com regularidade novas soluções de investimento e costumam ser também os que têm as taxas de juro mais altas. Já os depósitos a prazo mais curtos permitem aos investidores com um perfil mais ativo ir renovando os seus investimentos e assim tirar partido das eventuais subidas nas taxas de juro. Além disso, como uma boa parte dos depósitos a prazo não permitem os reforços de capital, escolher prazos mais curtos dá a possibilidade de acrescentar novos montantes poupados ao seu depósito.

A mobilidade é também uma característica importante nos depósitos a prazo, já que boa parte das ofertas no mercado permitem a mobilização antecipada sem a penalização dos juros vencidos. Isto significa que só há penalização total ou parcial dos juros correspondentes ao período em vigência. Ou seja, se fizer um depósito a 3 anos em que os juros sejam pagos ao semestre e quiser fazer a mobilização antecipada a meio do quarto semestre, só perde os juros correspondentes a esse semestre, os juros dos três semestres anteriores não têm penalizações. E, claro, não podemos esquecer que os depósitos a prazo da maioria dos bancos a operar em Portugal estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.

Contas poupança: o seu mealheiro

Já as contas poupança são um produto financeiro que pode ser especialmente interessante para quem tem montantes baixos para investir ou para as pessoas que estão a começar as suas poupanças, funcionando como uma espécie de “mealheiro”. Quem tem menos disciplina a poupar pode ter neste tipo de contas um aliado e um fator extra de motivação. As contas poupança têm quase sempre montantes mínimos de constituição que costumam ser relativamente baixos, como 10 ou 25 euros. E a grande maioria das ofertas permite a entrega de reforços, com entregas pontuais – a qualquer momento e, normalmente, com um valor mínimo estabelecido, mas sem um valor máximo – ou com entregas programadas, cujos montantes e a periodicidade são estabelecidos no ato de subscrição do produto.

A maioria das contas poupança são autorrenováveis, o que significa que se não movimentar o dinheiro que tem na conta no final do prazo da aplicação o montante será aplicado num novo produto com as mesmas caraterísticas ou com as características pré-definidas. O dinheiro pode ser movimentado a qualquer momento, mas é preciso ter atenção às penalizações associadas. No mercado existem contas poupança sem uma finalidade, mas são quatro os tipos de conta poupança mais comuns: poupança-habitação, poupança-emigrante, poupança-condomínio e poupança-reforma. Nestas contas, a mobilização antecipada dos montantes para fins diferentes do previamente estabelecido implica a perda total dos juros. Porém, os juros recebidos nestas contas beneficiam de isenção de IRS até um valor de 10.500 euros, acima disso pagam IRS à taxa em vigor.

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