Economia Pessoal

Porque é tão importante poupar para a reforma?

16 Julho, 2019

Todos os dias ouvimos falar sobre a importância de poupar para a reforma, mas ainda são poucos os portugueses que começam a pensar nisso de forma antecipada. Neste artigo damos-lhe alguns motivos e algumas dicas para começar já a poupar e viver em pleno os seus “anos dourados”.


Conte com uma perda de rendimento de 30% na reforma

A sustentabilidade da Segurança Social é um dos grandes temas da atualidade nacional. Temos um país envelhecido, com menos população ativa e mais reformados. Por isso, temos também um país onde a Segurança Social e o sistema de pensões estão cada vez mais em risco.

Neste sentido, é natural que, ao longo dos anos, a tendência seja que a pensão do Estado corresponda a um valor cada vez mais baixo. Por isso, é necessário começar desde cedo a fazer um pé-de-meia para que, quando esta altura chegar, as pessoas não se sintam desamparadas e enfrentem dificuldades com as quais não contavam, devido à diminuição dos seus rendimentos mensais.

Ler Mais

É importante também ter em conta que, sempre que uma pessoa entra na reforma, seja ela antecipada ou não, os seus rendimentos mensais vão diminuir, uma vez que a pensão irá representar um valor inferior ao seu salário. Segundo a DECO, poderá contar com uma perda de rendimento que andará na ordem dos 30%. Portanto, se pretender manter o seu estilo de vida e os mesmos gastos mensais, é necessário começar a poupar previamente enquanto ainda estiver empregado para que possa colmatar esta diferença de rendimentos no orçamento mensal.

Quanto poupar para viver em pleno a reforma?

Segundo vários investigadores, o valor da poupança para quem se quer reformar aos 65 anos deverá ser de 10 a 17 por cento do salário, se começar a poupar logo aos 25 anos. Se esperar até aos 35 anos, a poupança terá de ser de 15 a 20 por cento da remuneração mensal.

No entanto, estes valores não contemplam possíveis imprevistos, que são cada vez mais prováveis à medida que envelhecemos, sobretudo ao nível da saúde. Com o envelhecimento surgem constantemente problemas de saúde que obrigam as pessoas a gastarem mais dinheiro, seja em tratamentos, em medicamentos ou noutra qualquer situação. Por isto mesmo, é preciso começar a poupar previamente para complementar a pensão dada pelo Estado e assim conseguir acautelar estas situações, assim como qualquer outro imprevisto que possa surgir.

Um outro fator importante a ter em conta é o aumento da longevidade da população. Se vivemos mais anos, também temos de nos preocupar em ter mais dinheiro para viver confortavelmente durante todos esses anos. A única forma de garantir esta qualidade de vida durante todos os anos que possamos viver é através da poupança. Só com este extra poupado anteriormente no rendimento mensal, é que as pessoas conseguem assegurar todas as condições para manter o seu estilo de vida.

Esta longevidade também faz com que as pessoas tenham mais condições e uma maior predisposição para aproveitarem a idade da reforma e desfrutarem de novas experiências ou até concretizarem alguns sonhos, como fazer uma viagem ou comprar um carro novo. Porém, isto só é possível se tiverem poupado algum dinheiro durante o tempo em que trabalharam.

Como começar a poupar?

O primeiro passo – e o mais importante – é decidir começar a poupar. Depois, é preciso perceber qual a melhor estratégia para poupar. A opção mais recorrente para assegurar esta poupança é através dos depósitos a prazo e, mais recentemente, de produtos como os PPR (Planos Poupança Reforma). No entanto, se estiver disposto a correr mais risco para tentar não só poupar, mas também rentabilizar este valor, investir parte do seu dinheiro noutros produtos poderá ser uma boa opção. Disciplina, poupança e investimento são as três palavras-chave para alcançar este objetivo.

Os depósitos a prazo são uma excelente opção se pretender fazer esta poupança sem quaisquer riscos associados, garantindo assim a rentabilidade do seu dinheiro. Aliás, até 100.000€ por titular, os depósitos a prazo beneficiam da garantia de reembolso prestada pelo Fundo de Garantias de Depósitos.

Os PPR também têm vindo a ganhar alguma procura quando se pensa em poupar para a reforma, sobretudo por causa dos benefícios fiscais que lhes estão inerentes. Neste tipo de produto financeiro, o aforrador entrega um determinado valor a uma sociedade gestora de fundos de pensões ou a uma companhia de seguros que vai investir esse dinheiro de forma a gerar retorno, sendo um complemento adicional à pensão atribuída pelo Estado.

Ler Menos