Economia Pessoal

O que fica mais caro em 2019

17 Janeiro, 2019

O ano de 2019 acabou de chegar e com ele chegou também a subida generalizada dos preços. Se é daquelas pessoas que gosta de preparar o seu orçamento familiar para o ano que se avizinha, este artigo é para si!


1. Rendas

Se vive numa casa arrendada, saiba que as rendas vão ficar mais caras! De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, a taxa de inflação média (sem habitação), que serve de base para a atualização do valor das rendas, será de 1,15%, registando-se um aumento significativo face aos anos anteriores.

Ler Mais

E estes valores aplicam-se a quem? Ora, no caso do seu contrato habitacional ter sido realizado antes de 1990 ou se for um contrato não habitacional celebrado antes de 1995, sugerimos que esteja atento a estas atualizações. Lembre-se que o senhorio não é obrigado a adotar esta medida, mas caso pretenda fazê-lo terá de o notificar através de uma carta registada com um aviso de receção, sendo que a nova renda apenas entrará em vigor nos 30 dias seguintes após este alerta.

Está curioso para saber qual será o valor da sua renda este ano? Basta multiplicar o valor da renda de 2018 por 1,00115 e desta forma obtém valor atualizado.

 2. Pão

Ainda não se sabe quanto será o aumento, uma vez que os preços não são tabelados e por isso cada comerciante tem a liberdade de cobrar o valor que pretender. No entanto, António Fontes, Presidente da Associação de Industriais da Panificação, Pastelarias e Similares do Norte, acredita que os preços dos pães poderão subir cerca de 10%.

A verdade é que o preço do pão tem vindo a aumentar sucessivamente em cada novo ano: em 2008 uma carcaça de 40 gramas custava à volta de 10 cêntimos e atualmente o preço ronda os 24 cêntimos.

O aumento do pão em 2019 está relacionado, claro, com o aumento de 10% do preço da farinha, mas também com a atualização do salário mínimo, que afeta o setor. Mas não é tudo! Também contribuem a subida dos preços da energia, dos combustíveis e da matéria-prima, o que implica mais custos de produção para as empresas panificadoras.

 3. Combustíveis

Embora o final do ano tenha ficado marcado pela descida significativa dos preços dos combustíveis, a verdade é que o início do ano trouxe más notícias para a carteira dos portugueses. De acordo com os dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), os preços do gasóleo deverão subir 1,5 cêntimos por litro, o que equivale a um valor médio de 1,287 euros. Já no caso da gasolina, o aumento é mais expressivo, rondando os 2 cêntimos por litro, o que significa que poderá gastar, em média, 1,396 euros.

Esta subida dos preços dos combustíveis está relacionada, sobretudo com o aumento da taxa sobre as emissões de dióxido carbono. A 1 de janeiro entrou em vigor a portaria que atualiza os valores do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) que ditou um aumento de 1,338 cêntimos por cada litro de gasolina e de 1,458 cêntimos por cada litro de gasóleo.

4. Transportes públicos

Todos os anos a história repete-se: o preço dos transportes públicos sobe! Mas 2019 chegou com boas notícias para quem utiliza transportes diariamente. Apesar de o preço dos bilhetes aumentar 1,4% ao nível da inflação, os passes sociais vão ficar mais baratos a partir de abril, uma vez que o Governo colocou 104 milhões de euros no Orçamento de Estado para reduzir o preço do passe mensal.

Este ano foi criado um passe único para os transportes de Lisboa e do Porto. A partir de abril poderá adquirir um passe familiar no valor de 80€ para viajar na cidade do Porto. No caso de pretender adquirir um passe individual, então o preço rondará os 30€ para circular dentro do município e 40€ para deslocações entre os concelhos da área metropolitana. No que toca aos títulos ocasionais e ao Andante 24, os preços mantêm-se.

Em Lisboa, o cenário é idêntico: os preços dos passes serão os mesmos, porém os bilhetes diários de autocarro e de metro passam a custar 1,50 euros. De acordo com os dados divulgados no site da Carris e do Metro, o bilhete diário, válido para um número ilimitado de viagens com duração de 24 horas nos dois serviços, passará a custar 6,40 euros, ou seja, mais 10 cêntimos que no ano anterior. Quanto ao valor dos cartões pré-carregados, o aumento será apenas de dois cêntimos.

 5. Portagens

Se é daquelas pessoas que privilegia a comodidade e o conforto do carro para viagens de longa-duração, saiba que os preços das portagens nas autoestradas irão aumentar 0,88%, tendo em conta o aumento da taxa de inflação.  Por exemplo, o percurso das viagens entre Lisboa e Porto ficará mais caro cerca de 25 cêntimos, avançou a Brisa emcomunicado.

A Brisa informa também que a portagem da CREL irá aumentar 10 cêntimos, já na A3, que liga o Porto a Valença, o acréscimo será de cinco cêntimos. Na verdade, todas as portagens concessionadas pela Brisa irão sofrer um aumento de 0,94%, uma vez que esta atualização tem como referência a taxa de inflação homóloga.

Mas nem tudo são más notícias. A Brisa revela ainda que irá “investir 74 milhões de euros nas autoestradas: 59 milhões na conservação e melhoria de utilização da infraestrutura gerida pela empresa e 15 milhões para aumentar para dez o atual número de áreas Colibri da Via Verde”.

 

Ler Menos