Economia Pessoal

Como escolher um fogão?

27 Novembro, 2018

O fogão é a alma da sua cozinha, por isso deve colocar-se várias questões antes de se decidir por um ou outro modelo. Descubra tudo o que deve ter em conta para poupar dinheiro, economizar tempo e tirar o máximo partido dos seus cozinhados antes de comprar um fogão.


Quais os tipos de fogões disponíveis no mercado?

Assim como no caso das placas, existe uma grande variedade de fogões disponíveis no mercado com preços, dimensões e propriedades muito diferentes: fogões a gás, elétricos e mistos. E mesmo dentro destas categorias, também existem diferenças. Os fogões a gás podem funcionar a butano, propano, ou a gás natural; os elétricos podem ser de indução ou vitrocerâmica; e os mistos conjugam um dos diferentes tipos de gás com a eletricidade.

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Também as medidas do fogão podem ser muito variadas: as dimensões em termos de largura e profundidade podem ser de 50×50 cm, 52×56 cm, 50×60 cm, 60×60 cm, 88×60 cm e 90×60 cm, os designados fogões semi-industriais. Consoante as dimensões, os fogões podem ter entre três e seis bicos ou queimadores para cozinhar. A maioria dos fogões são esmaltados ou em aço inoxidável: ambos os materiais têm uma boa longevidade sempre que não se usem produtos de limpeza abrasivos.

 O que ter em conta na hora de escolher o seu fogão?

Quando escolhem um fogão ou outro eletrodoméstico, muitas pessoas têm como principais preocupações o preço e a estética. Nada poderia estar mais errado. É claro que esses fatores também vão pesar na sua escolha, mas existem outras considerações a ter em conta antes de comprar o seu fogão:

  1. Qual o espaço disponível?

Pois é, essa será sempre a primeira condicionante da sua escolha, o espaço que tem na sua cozinha para instalar o fogão. Comece por tirar todas as medidas: altura, largura e profundidade para que não se dê o caso de comprar um produto que não cabe no local que escolheu.

  1. Qual o tipo de energia que posso/pretendo utilizar?

Tem à sua disposição gás natural? Usa botijas? Está a pensar em fogões elétricos? O tipo de energia que pretende ou pode usar vai condicionar a sua escolha. Se não tem gás natural, pode colocar já este tipo de fogão de parte. Se essa é a sua preferência, concentre-se nas ofertas a gás natural disponíveis no mercado. Se pensa escolher um fogão elétrico ou misto a sua principal preocupação dever ser verificar se a potência contratada é suficiente para comportar o eletrodoméstico que se propõe comprar.

  1. Qual a utilização que faço do meu fogão?

É um apaixonado pela culinária e passa horas na cozinha a fazer os mais variados pratos e cozinhados elaborados? Tem uma família grande ou a casa está sempre cheia com amigos? Ou, pelo contrário, cozinha pouco?  Se gosta de cozinhar e/ou tem que o fazer para um grande número de pessoas talvez um fogão com cinco ou seis queimadores seja a melhor opção para si. Se cozinha pouco ou são apenas duas pessoas habitualmente em casa, três queimadores devem ser suficientes.

  1. Quais os tachos e panelas que tenho ou quero?

Esta questão coloca-se sobretudo para quem pensa usar fogões com placa de indução. Caso não saiba, as placas de indução necessitam de tachos próprios para funcionar, se já tem um trem de cozinha normal vai ter que o substituir. Para além de comprar um fogão, terá também que investir num trem de cozinha novo que, normalmente, tem um valor de mercado superior aos outros.

Vantagens e desvantagens dos vários tipos de fogão

Cada tipo de fogão tem diferentes características e por isso vantagens e desvantagens frente aos outros:

  • Fogão a Gás: Pode não ser o mais bonito ou o mais moderno, mas é o que lhe permite poupar mais dinheiro. Porquê? Por um lado, os fogões a gás costumam ter um preço de venda mais baixo. Por outro, os custos da eletricidade são, atualmente, muito superiores aos do gás e essa poupança vê-se quanto mais cozinhar. Outra vantagem pode ser, justamente, não ficar impedido de cozinhar em caso de falha elétrica. As desvantagens? É mais difícil de limpar, uma vez que os queimadores ficam frequentemente obstruídos e não é certamente o mais eficiente, ainda que a diferença entre quantidade de gás consumida e a quantidade de gás perdida no processo de aquecimento possa variar entre queimadores de diferentes marcas e modelos. E é o mais inseguro, sobretudo para quem tem crianças que gostam de tocar onde não devem!
  • Fogão a indução: Os fogões a indução são os mais seguros, uma vez que geram calor diretamente no fundo das panelas enquanto mantém a superfície à volta relativamente fria. São os mais fáceis de limpar e também os mais eficientes, já que aquecem rapidamente e existe uma menor dissipação do calor do que nos modelos a gás. A maior desvantagem será mesmo o facto de exigirem panelas próprias e também de serem modelos mais caros. Faça as contas: o investimento inicial pode ser maior, mas pode compensar a longo prazo.
  • Fogão a vitrocerâmica: Este foi o modelo que, nos últimos anos, mais se generalizou entre os portugueses que quiseram mudar para um fogão elétrico e a explicação é simples: o seu valor de mercado é inferior ao dos fogões a indução, é também de fácil limpeza, também aquece rapidamente e não precisa de tachos e panelas especiais. No entanto, estes modelos não são tão eficientes como os a indução e também são mais inseguros.

E as características do forno?

 Até aqui falámos apenas das características da placa do fogão, mas um fogão é composto por duas peças: a placa e o forno. Aliás, muitos fogões mistos dão a hipótese, justamente, de utilizar uma energia para a placa e outra para o forno. Assim, no mercado poderá encontrar: fogões a gás com forno elétrico; fogões com três queimadores a gás, um queimador elétrico e forno elétrico; fogões totalmente a gás que podem ou não ter grill; fogões totalmente elétricos, etc. A sua escolha irá depender também dos tipos de energia que tem à sua disposição e da potência elétrica contratada.

Se usar muito o forno, talvez seja bom ponderar adquirir um fogão com um forno maior e que inclua o grill, uma funcionalidade elétrica que lhe permitirá dourar ou gratinar alguns pratos. E se não o usa só por causa da dificuldade de limpeza, saiba que no mercado já existem modelos com dois tipos de sistema de autolimpeza. No sistema catalítico, são utilizados painéis internos revestidos com um esmalte especial, menos porosos e vitrificado, que evitam que a gordura se entranhe nas paredes do forno e que devem ser substituídos a cada dois ou três anos. Já o sistema pirolítico aproveita-se da potência do próprio calor e, uma vez ativado o sistema de autolimpeza, o compartimento atinge uma temperatura de 500°C, que faz com que as gorduras e a sujidade sejam reduzidas a cinzas. Em qualquer dos casos a limpeza do forno faz-se de forma muito mais simples.

Deverá ainda avaliar quais os programas pré-definidos de cozedura incluídos, que podem poupar-lhe muito tempo. Se o aparelho tem ou não a função de ar quente, que permite uma repartição uniforme do calor por todo o forno, tornando-o mais eficiente e permite fazer diferentes pratos sem que haja mistura de odores e sabores. Veja também quais os utensílios que vêm com o forno, nomeadamente, grelhas, tabuleiros de diferentes profundidades, assadeiras, espetos rotativos, etc. E por último, não descure as pequenas características que vão facilitar a sua utilização: iluminação central no interior do forno, prateleiras deslizantes, painel digital, porta de baixa temperatura, para que o forno seja mais eficiente e não corra o risco de se queimar e timer que o avise de quando o prato fica pronto.

Depois de pesados todos os fatores, comece a cozinhar a todo o gás – ou eletricidade! –  e brilhe nos jantares de família e amigos com as suas melhores criações culinárias!

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