Economia Pessoal

10 perguntas e respostas sobre seguros de vida

4 Outubro, 2018

Se algo lhe acontecesse, gostaria de ter a certeza que o bem-estar financeiro da sua família ficaria assegurado? Então, talvez esteja na hora de considerar fazer um seguro de vida!


1. Seguro de vida: para que serve?

Um seguro de vida surge como uma exigência por parte de um banco aquando da contratação de um crédito à habitação. Mas também pode estar relacionado com uma necessidade de proteção familiar: ao contratar um seguro de vida está na realidade a garantir, em caso de morte por exemplo, um suporte financeiro aos seus filhos, cônjuge ou outros familiares, uma vez que o capital do seguro servirá de substituto na ausência de rendimentos.

2. Como funciona um seguro de vida?

Um seguro de vida cobre o risco de morte ou sobrevivência – ou ambos -, de uma ou mais pessoas. No caso do seguro de vida que cobre o risco de morte, é preciso ter em conta que o montante só é pago pelo segurador ao beneficiário se a pessoa morrer durante o período acordado no contrato.

Quando o seguro de vida contratado cobre o risco de sobrevivência da pessoa segura, dá-se a situação inversa: aqui o segurador é obrigado a pagar ao beneficiário o capital acordado, caso a pessoa segura se encontre viva no término do contrato. Neste caso, o seguro de vida funciona como uma espécie de poupança, até porque o beneficiário pode ser a própria pessoa segura.

3. Qual a diferença entre uma cobertura ITP e uma IAD?

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Os seguros de vida mais completos incluem as coberturas de morte e Invalidez Total e Permanente (ITP). Neste caso, saiba que estão cobertas as indemnizações por doença ou acidente que resultem numa incapacidade total e permanente para executar a profissão atual ou qualquer outra remunerada e compatível com as aptidões da pessoa lesada.

Para ativar este tipo de seguro de vida é preciso que o grau de incapacidade seja superior a 66% e que o tomador do seguro reúna documentação específica. Estamos a falar de apresentar um certificado médico com as causas de incapacidade, bem como um relatório da atividade profissional exercida no momento em que sucedeu o sinistro.

As apólices mais simples abrangem apenas a Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD). Aqui a indemnização é garantida quando alguém, por motivo de doença ou acidente, fica totalmente incapacitado para realizar qualquer atividade e como tal dependente de terceiros para a realização de tarefas diárias como vestir-se ou tomar banho.

4. É possível contratar coberturas complementares?

Sim! Há seguros de vida que incluem coberturas complementares de doenças graves ou morte por acidente rodoviário, entre outras. É uma questão de escolher aquelas que me melhor se adequam ao seu perfil e às suas necessidades reais, porque não se esqueça que tudo o que contratar como “extra” encarece o valor do prémio.

5. Qual o valor que deve assegurar ao fazer um seguro de vida?

Não há uma fórmula mágica! No entanto, para perceber qual o capital que precisa de assegurar deve pesar qual a sua verdadeira contribuição financeira no agregado familiar e o dinheiro que seria necessário para o substituir caso lhe acontecesse algo, de forma a que quem mais ama possa viver sem dificuldades económicas.

6. Qual a duração do contrato?

Os seguros de vida podem ter uma duração anual, serem renováveis ou então contratados por um período de tempo – 5, 10 ou 20 anos por exemplo –, durante o qual não varia nem o capital seguro nem o valor do prémio anual.  Se tiver dependentes, lembre-se que convém assegurar o rendimento da família até que estes possam começar a trabalhar.

7. Quanto custa fazer um seguro de vida?

Regra geral, o valor do prémio do seguro vai depender do capital seguro, da idade do tomador do seguro – quanto mais velho, mais paga de seguro porque aumenta o risco de morte –, que não pode ultrapassar os 70 anos e, claro, das coberturas adicionais que quiser contratar no seu caso em particular. No entanto, como se trata de assegurar o futuro financeiro da sua família, encare fazer um seguro de vida como um investimento e não uma despesa extra.

Além disso, há formas de baixar o valor do seguro de vida: sabia que não beber, não fumar e perder peso pode baixar o valor do prémio do seguro em 50%, só porque está apostado em melhorar a sua forma física? Outra boa dica para obter um preço mais simpático no seguro de vida é fazê-lo numa seguradora onde tem já outros seguros contratados, como é o caso do seguro automóvel, de saúde, multirriscos, etc. Para saber de antemão quanto poderá pagar por um seguro de vida, encontra online vários simuladores online.

8. O seguro de vida é dedutível no IRS?

Se for uma pessoa com deficiência ou tiver uma profissão de risco, como acontece no caso de pescadores, desportistas profissionais e mineiros então sim, pode deduzir o seguro de vida no IRS. Apesar de serem exceções à regra, é importante saber que no caso de deficiência o artigo 87 do CIRS determina que pode deduzir 25% do prémio contratado em seu nome ou do seu dependente, com um limite de 15% na coleta de IRS. Já os trabalhadores que exerçam atividades de desgaste rápido podem deduzir os prémios de seguro de vida até um limite de 2.096,10 euros.

9. A seguradora vai pedir-lhe exames médicos?

Sim, os seguros de vida pressupõem exames médicos para verificar em que estado se encontra o tomador do seguro. Normalmente os exames são realizados em unidades de saúde parceiras da seguradora e visam análises gerais, eletrocardiograma, prova de esforço e análises ao sangue (http://finantia-esm.com/2018/07/17/interpretar-resultados-analises-clinicas/). No entanto, não se surpreenda se lhe pedirem outro tipo de exames se o capital seguro for bastante elevado! Se houver alguma questão de saúde preocupante pode sofrer um agravamento no valor do prémio ou podem recusar-se a fazer-lhe o seguro.

10. O seguro de vida não cobre que situações?

Embora um seguro de vida tenha como objetivo a proteção em caso de morte, a verdade é que há situações que não visam o pagamento de uma indemnização. Estamos a falar de questões relacionadas com a morte, conduta do segurado ou fatores não controláveis: isto é, em caso de suicídio (isto no primeiro ou segundo ano do contrato), consumo de álcool ou estupefacientes, participação em atos criminosos, acidentes de aviação não comercial e em competições desportivas de velocidade, terrorismo, guerra ou catástrofes naturais, o seguro de vida não cumpre o seu propósito.

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