Economia Pessoal

É mesmo importante ter um seguro da casa?

21 Setembro, 2018

Incêndios, tempestades, inundações, sismos, roubos… É quando menos esperamos que um grande azar pode entrar pela porta da frente e deitar por terra tudo aquilo por que tanto trabalhamos. Solução? Contratar um seguro para a casa!


Porquê fazer um seguro da casa?

Comprar uma casa implica um investimento avultado. E ter um alarme, um extintor e ir fazendo a manutenção necessária pode não ser suficiente para proteger uma casa e o seu recheio. Para salvaguardar o que é seu, considere fazer um seguro de casa! Esta é a melhor forma de cobrir vários riscos que podem afetar o seu imóvel como incêndios, tempestades, inundações, sismos ou roubos e ser indemnizado.

Seguro de casa: edifício e/ou recheio 

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Ao contratar um seguro de casa pode escolher subscrever duas modalidades, em conjunto ou de forma independente. Estamos a falar do edifício e do recheio. No caso do edifício, o proprietário deve ter em conta que o valor de reconstrução é por norma inferior ao valor de mercado – o terreno não entra na equação! Assim, convém fazer uma simulação atendendo à área do imóvel, percentagem das partes comuns, localização e valor de reconstrução por metro quadrado para saber de antemão o valor real que deve assegurar para não sair lesado. E lembre-se: se fizer obras posteriormente é importante que atualize o valor de capital seguro.

Já no que diz respeito ao recheio, o capital seguro deve corresponder ao valor de substituição em novo até à data (acrescentando 10% como margem de segurança), sem esquecer de incluir todos os bens móveis existentes em casa – e que quer ver cobertos pelo seguro – desde móveis, eletrodomésticos, roupa, calçado, discos, filmes, etc. Além disso, é importante que saiba que o capital seguro é atualizado todos os anos automaticamente de acordo com a taxa de inflação e que deve atualizar o valor do capital seguro do recheio à medida que vai comprando mais coisas para a sua casa.

Tem bens especiais? Então há que discriminá-los

Está a ponderar fazer um seguro de casa e tem bens especiais em casa? Então é preciso ter em conta que coisas como obras de arte, antiguidades, jóias, coleções, casacos de pele, computadores e sistemas de som e imagem de grande valor devem ser discriminados separadamente. Em vez de calcular um valor total para os bens considerados especiais, deve discriminar o valor individual de cada um, caso contrário a maioria das seguradoras não lhe pagará mais de 1.500 euros por cada objeto – mesmo que valha mais do que isso! Se o valor desses bens ultrapassar 30% do recheio total, o prémio do seguro agrava-se em 10 ou 20 por cento.

Mas é possível atualizar automaticamente o capital seguro?

Sim! Pode optar por uma uma atualização indexada ou convencionada. Ao escolher a convencionada, consente que o valor do capital seguro seja atualizado todos os anos de acordo com uma percentagem indicada pelo tomador do seguro. Já numa atualização indexada, o valor é atualizado anualmente com base nas variações dos índices IE (edifícios), IRH (recheio) ou IRHE (recheio e edifício), publicados pelo Instituto de Seguros de Portugal.

Quais as coberturas indispensáveis?

Por norma, os seguros de casa mais básicos incluem cobertura de incêndio, mas há outras coberturas que podem ser importantes para si e que estão incluídas num seguro multirriscos habitação, por vezes por apenas mais uns euros!

No entanto, é preciso ter em conta que uma cobertura contra sismos pode fazer todo o sentido para pessoas que vivem em zonas onde os abalos sísmicos se fazem sentir com maior regularidade, mas que contratar esse tipo de cobertura numa zona que nunca sofreu um fenómeno natural desse tipo pode não ser essencial.

O que pode afetar a cobertura e o valor da indemnização?

Se a sua casa foi alvo de uma intempérie que a danificou ou de um furto e tem um seguro que cobre esse tipo de situações, saiba que deve avisar a entidade seguradora por escrito, num prazo máximo de 8 dias, a contar do dia em que aconteceu o sinistro.

É importante que descreva exatamente o que aconteceu, quais as suas causas e consequências, que proteja o que não ficou danificado e não altere os vestígios do sinistro. Caso contrário a cobertura e o valor da indeminização podem ser afetados! A seguradora, depois de concluídas todas as investigações e avaliações, dispõe de 30 dias para indemnizar ou autorizar a reconstrução/reparação, ou terá de pagar juros sobre o valor a indemnizar.

O que pode diminuir o prémio do seguro de casa? E aumentar?

As companhias calculam o preço do seguro multiplicando as suas tarifas pelo valor dos bens, mas o valor a pagar pode aumentar em função de alguns fatores. Por exemplo, o isolamento do imóvel, não estar habitado mais de 60 dias por ano, a antiguidade e a localização numa zona sísmica podem agravar o valor do prémio.

Já a existência de um porteiro à entrada, de extintores, sistemas de deteção de incêndio, alarmes ou portas blindadas, por norma, traduzem-se num desconto na cobertura do recheio. Em resumo, tudo o que protege de alguma forma uma casa baixa o valor do seguro e tudo o que a pode tornar mais vulnerável, encarece-o.

Qual o melhor seguro de casa para si? Simule!

Como os valores do seguro de casa são estipulados livremente pelas diferentes seguradoras existentes no mercado, o melhor é fazer várias simulações – inclusive online – até encontrar aquele que mais se adequa às suas necessidades.

Assim, informe-se sobre quais os riscos cobertos, os excluídos, as coberturas facultativas, as opções de franquias que permitem baixar o preço do prémio (como ter alarme), as eventuais ofertas e condições promocionais para novos e antigos clientes, sem esquecer quais os critérios de obtenção de indeminizações. E uma dica: pode ser uma boa ideia consultar um mediador porque conseguem descontos até 20% em pacotes de apólices.

Crédito à habitação e condomínio: os casos em que o seguro de casa é obrigatório!

O seguro de casa, além de vantajoso, é obrigatório em algumas situações: por exemplo, se tiver pedido um empréstimo bancário para comprar casa, torna-se indispensável ter um seguro de casa.

Quem vive em condomínio tem de contratar obrigatoriamente um seguro de casa com cobertura de incêndio (para o seu imóvel e partes comuns). Mas de acordo com a DECO, ficará muito melhor servido com um seguro multirriscos condomínio até porque fica mais barato entre 30% a 40% por condómino!

Além disso, este tipo de seguro cobre muito mais do que danos decorrentes de chamas, cobrindo inundações, tempestades, roubo e sismo, entre outros. Neste caso pode optar por segurar apenas as paredes do imóvel, o seu conteúdo ou ambos.

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