Saúde

Probióticos: será este o segredo para uma vida mais saudável?

14 Setembro, 2018

Há uma preocupação cada vez maior com o ser mais saudável, que passa não só pela qualidade do que se come, mas também pelos benefícios de certos alimentos na saúde. E é aqui que entram os probióticos!


Probióticos: as “bactérias boas” do organismo

Os probióticos são apelidados de “bactérias boas”:  são microorganismos vivos que ajudam na processo de digestão, predominando essencialmente no intestino,  e que têm um papel importante na defesa do organismo frente a bactérias nocivas. E embora a nossa flora bacteriana comece a ser formada desde o nascimento, os probióticos podem diminuir com a idade, dietas ricas em gordura e açúcar, consumo de álcool, tabaco ou stress.

Além disso, os probióticos também não têm a vida facilitada pelos antibióticos, cuja ação passa por matar todas as bactérias que estão a causar a doença, não distinguindo as boas das más à sua passagem. A boa notícia é que estes pequenos defensores do nosso sistema imunitário estão presentes também em alimentos que podemos encontrar no supermercado e consumir no dia a dia.

Estes alimentos são ricos em probióticos!

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Para que um alimento possa ser considerado probiótico, os seus microorganismos devem estar vivos, existir em número suficiente e ser viáveis até ao fim do prazo de validade do produto/alimento. Dito isto, saiba que as bactérias Lactobacillus e Bifidobacterium são os tipos de probióticos mais comuns, sem esquecer as de leveduras como é o caso da Saccharomyces spp. E onde é que as pode encontrar? Ora, em alimentos como iogurtes e leites fermentados.

A alternativa aos alimentos ricos em probióticos são os suplementos com probióticos, que pode encontrar facilmente em farmácias e lojas de produtos naturais. Mas atenção: deve pedir aconselhamento a um profissional de saúde relativamente à regularidade, à quantidade, ao tipo e à forma como a toma destes suplementos deve ser realizada.

Mas os probióticos que consumimos trazem mesmo benefícios para a saúde?

Quando a flora intestinal está em desequilíbrio – algo que acontece após a toma de um antibiótico -, o intestino acaba por ser povoado por “bactérias más” que não só enfraquecem o sistema imunitário como o deixam mais suscetível a doenças. E é aqui que entram os probióticos: há alguns especialistas que recomendam o seu consumo para atenuar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (diarreia, obstipação, muco nas fezes, etc.), por exemplo.

E não só. Há estudos que relacionam o seu consumo com uma boa função intestinal e um menor risco de sofrer da doença de Chron e até de cancro do cólon! Mas também é verdade que só uma pequena percentagem de alimentos e suplementos probióticos têm o suporte de pesquisas publicadas – e há muitos no mercado! Ou seja, ainda não há provas suficientes que liguem o consumo dos vários probióticos a certos benefícios na saúde, quanto mais à prevenção e tratamento de certas doenças.

Além disso, Robert Dunn, da North Carolina State University, levanta uma questão pertinente: o biólogo relembra que o grande desafio em consumir probióticos passa por fazer com que os micróbios passem pelo estômago, sem que a maioria seja dizimada pelo ácido gástrico. Uma vez nos intestinos, também precisam de competir pela sobrevivência com os micróbios que já lá estão presentes. Algo que também não é fácil…

Agora, é certo que não existe nenhum tipo de contraindicação no consumo de probióticos quer sob a forma de alimentos, quer sob a forma de suplementos… Mas, como em tudo, o truque para ser mais saudável passa por ter cuidado com o que se come, fazendo uma dieta rica em legumes e vegetais, e fazer exercício físico de forma regular! Só assim se consegue preservar a proteção que a flora bacteriana nos confere de forma natural.

Não confundir prebióticos com probióticos!

Se os probióticos são “bactérias boas”, os prebióticos são, digamos assim, o seu alimento: trata-se de hidratos de carbono não digeríveis, como é o caso da fibra, que estimulam a produção e sobrevivência de flora bacteriana. Os prebióticos apresentam-se de forma natural em vegetais como a chicória, o alho, a cebola, o alho-francês, os espargos, as alcachofras, o tomate e as bananas. Podem ainda ser acrescentados a outro tipo de produtos como pães, bolachas, cereais, sumos ou laticínios.

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