Cultura e lazer

Três cidades e duas aldeias fantasma que tem de conhecer!

12 Setembro, 2018

Outrora vibrantes, cheias de vida e movimento, hoje desertas e invocadoras de um passado distante. Assim são as cidades e aldeias fantasma que temos para lhe apresentar – e que vai querer visitar!


Pompeia: a cidade que renasceu das cinzas

A 22 quilómetros de Nápoles, em Itália, deparamo-nos com Pompeia, uma cidade movimentada que foi engolida pela grande erupção do Vesúvio em 1979. Ou quase: a verdade é que a chuva de cinzas que se deu na altura escondeu Pompeia durante 1600 anos, ao mesmo tempo que preservou, em conjunto com a lama, as construções, objetos, frescos e até os moldes dos corpos dos antigos habitantes.

Assim, Pompeia é hoje um sítio arqueológico extraordinário, que motiva a visita de mais de 2 milhões de pessoas por ano e que promete transportá-lo no tempo até à forma de viver na Roma Antiga, há muitos, muitos anos atrás. O fórum, os banhos, muitas casas e algumas vilas nos arredores, como a Vila dos Mistérios, parece que pararam no tempo, dando-lhe um retrato fiel de como era tudo no século I… Vamos?

“Lembra-te” de Oradour-sur-Glane

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Harmonia era a palavra que melhor descrevia Oradour-sur-Glane, em França, e os seus poucos mais de 600 habitantes. Isto até à Segunda Guerra Mundial: sim, durante este período negro, a cidade foi alvo de um massacre pelas tropas SS. Estávamos a 10 de junho de 1944, quatro dias após o “Dia D”, quando quase toda a população foi brutalmente assassinada e a cidade saqueada.

Para que nunca se esqueçam os eventos brutais que por ali aconteceram, o antigo presidente Charles De Gaulle ordenou que a cidade se mantivesse intacta, em forma de memorial, que pode ser visitado. A cidade fantasma de Oradour-sur-Glane, também conhecida como cidade-mártir, tem um museu e está aberta ao público. À entrada pode ler-se “Souviens-toi”, isto é, “Lembra-te”.

Bodie: a cidade fantasma oficial do Faroeste

Caso nunca tenha ouvido falar de Bodie temos três coisas para lhe dizer: primeiro que fica no interior da Califórnia, nos Estados Unidos da América, segundo que há uma maldição a afastar possíveis ladrões e por último que ninguém vive por lá há 80 anos! Sim, embora o ouro descoberto na cidade em 1859 tenha levado a que sítio fosse habitado por 10 mil pessoas logo em 1888, isso não foi suficiente para as manter quando o boom da atividade mineira se extinguiu.

Com o tempo, a mina acabaria por encerrar, em 1942, deixando a cidade totalmente ao abandono. Situação a que o Sistema de Parques do Estado da Califórnia acabaria por dar a volta, 20 anos depois: assumiu o controlo de Bodie e manteve-a como uma cidade fantasma oficial do Oeste selvagem. Até porque Bodie lembra os típicos filmes do faroeste, com o seu ambiente desertificado e tórrido no verão, casas de madeira do século XVIII totalmente preservadas, maquinaria e carros.

Há uma aldeia fantasma às portas de Lisboa!

Em Mafra, a aldeia de Broas também ganhou o estatuto de fantasma: por lá o que predomina, à primeira vista, são as dezenas de habitações em pedra abandonadas – muitas já sem telhado – e a vegetação abundante. Se nos adentrarmos na aldeia medieval é possível ver também currais e pequenas instalações que serviam de armazéns agrícolas e que são sinais das atividades de antigamente.

Mas pessoas, nem vê-las! A verdade é que há 40 anos que os poucos que moravam nesta aldeia a 30 quilómetros de Lisboa foram partindo um a um, à procura de melhores condições de vida, dando lugar aos visitantes. Broas é famosa pelas suas paisagens, piqueniques, as casas de pedra e o poço que fica a cerca de 50 metros da eira de pedra, seguindo um caminho estreito que o leva de regresso a Almorquim.

Vilarinho das Furnas: a nossa “Atlântida” perdida

Entre as Serras do Gerês e da Amarela, Vilarinho de Furnas emerge da água em dias de baixo caudal ou aquando do esvaziamento da barragem para limpeza. Sim, a famosa aldeia granítica está submersa desde 1971, mas ainda hoje é possível vislumbrar as ruínas das casas, os caminhos e até os muros que imortalizam a passagem dos seus habitantes por lá há mais de 47 anos. E com um pouco de sorte, esta aldeia fantasma vai ficar-lhe em caminho numa visita ao Gerês… Aproveite para descobri-la!   

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