Saúde

Os problemas de saúde mais comuns no verão

5 Setembro, 2018

Com o verão chega o sol, o calor, as idas à praia e os passeios pelo campo. E também são mais comuns as inflamações da córnea, otites externas, intoxicações alimentares e a Doença de Lyme… Sabe porquê?


Os cuidados vão além da pele!

No verão é preciso ter-se um cuidado redobrado com a pele, sobretudo porque o cancro pode surgir como consequência para quem não o faz. Assim, é importante ir bebendo água ao longo do dia, para manter a hidratação, e utilizar protetor solar, como defesa frente aos raios UV. No entanto, há outros problemas de saúde que são mais comuns durante o verão e aos quais devia estar atento. Pronto para os descobrir?

Protege os seus olhos no verão?

Se por um lado há uma maior consciencialização de que devemos proteger a nossa pele dos raios ultravioleta, utilizando um protetor solar de fator 30 ou superior e resistente à água, ainda não se generalizou que é preciso proteger os olhos com uns bons óculos de sol. Sabe porquê? É que devido aos raios de sol corre o risco de sofrer de uma inflamação da córnea (queratite) ou potenciar o crescimento da conjuntiva (pterígio), isto na melhor das hipóteses. Nos casos mais graves, pode sofrer danos de longo prazo como cataratas ou degeneração macular. Se sentir dor, crescimento do olho ou diminuição da visão deve consultar um oftalmologista.

Cuidado com a limpeza dos ouvidos

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Ir a banhos é o que mais apetece no verão e nas idas à praia.  E quem não conhece a sensação de ficar com água nos ouvidos e os zumbidos associados? Pois, muitos de nós já passaram por isso, pelo menos uma vez na vida. E o problema é que nadar é um fator de risco para o chamado “ouvido de nadador”: trata-se de uma inflamação da pele do canal auditivo, isto é, uma otite externa. Para tratar o problema, na maioria dos casos bastam gotas farmacêuticas, mas o melhor mesmo é prevenir. É importante que a limpeza se faça com uma toalha suave e não com cotonetes, dizem os especialistas, e que não se remova a cera natural, que atua como protetor. Se costuma ter otites, nas idas à praia e à piscina pode também tentar evitar a entrada de água nos ouvidos usando tampões.

Com o verão chega também a rinite alérgica

A rinite alérgica sazonal é mais predominante durante a Primavera e o Verão. E os seus sintomas são bem conhecidos: espirros sucessivos, nariz a pingar ou tapado, comichão no nariz, olhos e garganta, olhos vermelhos e lacrimejantes, eczema, cansaço e dores de cabeça constam da lista a tratar, regra geral, com anti-histamínicos. Isto acontece porque as substâncias que existem no ar, como é o caso do pólen, irritam e inflamam a mucosa do nariz, seios peri-nasais, pálpebras e olhos.

Vai passear pelo campo? Atenção à Doença de Lyme!

Se adora passear no campo durante o verão, tenha algum cuidado porque essa é também a época de eleição para a proliferação da bactéria Borreliose Lyme que está na origem da Doença de Lyme, isto é, a febre da carraça. Este parasita costuma alojar-se nas virilhas, couro cabeludo e axilas e a transmissão dá-se 36 horas após a picada!

Para prevenir, lembre-se de utilizar repelentes, mangas compridas e sapatos fechados. Se for picado, as bactérias entram na corrente sanguínea e os sintomas podem surgir passados três dias ou mesmo décadas. Estamos a falar de febre, dor de cabeça, dores musculares, nas articulações, fraqueza, fadiga ou mesmo de problemas cardíacos e neurológicos. O tratamento é feito com antibióticos.

Já ouviu falar em exaustão pelo calor?

O corpo humano está desenhado para enfrentar temperaturas até 37 graus. A partir daí começa a produzir calor que não consegue dissipar e torna-se difícil regular a temperatura. Consequência? Pode vir a sofrer de exaustão pelo calor: este problema de saúde é caracterizado por sintomas como náuseas, dores de cabeça, desmaios ou tonturas. Para combater o problema, deve ingerir uma grande quantidade de líquidos e procurar um sítio fresco.

O sobreaquecimento do corpo, acima dos 40 graus, requer cuidados médicos imediatos, caso contrário pode provocar danos em órgãos vitais como o cérebro, coração e rins, ou ser mesmo fatal! Pele quente e seca ao toque, confusão, respiração rápida, náuseas e vómitos são alguns dos sinais de alerta. Até chegar ao hospital, a pessoa deve ser levada para um sítio fresco, beber líquidos, ser-lhe retirada a roupa em excesso e dar-lhe um banho de água fria.

As intoxicações alimentares são mais comuns no verão

Porquê? A explicação é simples: o calor e a humidade oferecem as condições perfeitas para as bactérias se reproduzirem. Como tal, é importante que coloque a comida perecível dentro do frigorifico – ou que não a deixe durante muito tempo ao calor – e que verifique, mais do que é comum, o seu estado. A limpeza, manuseamento e preparação adequada dos alimentos são algumas das dicas que ajudam a prevenir a intoxicação alimentar cujos sintomas passam por cólicas, náuseas, vómitos e diarreia.

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