Economia Pessoal

Comprar online: um guia para não ser enganado!

7 Agosto, 2018

Saber se um site é seguro, qual o melhor método de pagamento e quais os seus direitos no mundo online fazem com que a experiência de comprar na Internet seja um sonho e não um pesadelo!


Portugueses gostam de comprar online

Embora os portugueses ainda não tenham aderido em força ao e-commerce, começam a tomar-lhe o gosto: em 2017 mais de um terço (36%) fez compras online, num valor total de 4,6 mil milhões de euros. E dizemos-lhe mais. De acordo com o estudo da Associação da Economia Digital em Portugal (ACEPI), a tendência será para aumentar! E a verdade é que os portugueses já compram online bens de consumo, roupa, viagens, estadias em hotel, tecnologia, bilhetes para eventos e por aí fora. Porquê? É rápido e cómodo!

Dicas para comprar online de forma segura

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As regras de segurança que se apresentam de seguida são particularmente importantes quando estamos perante um site que permite a compra de produtos ou serviços. As mesmas regras e dicas deixam de ser relevantes quando o site em causa é meramente informativo e não possibilita qualquer tipo de transação comercial.

Para que a experiência de comprar online seja a melhor possível, há que ter em conta algumas dicas de segurança. Por exemplo:

1. Saiba mais sobre a loja online

Caso não conheça a loja online de todo, deve pesquisar informação sobre a mesma através de motores de busca e espreitar os fóruns de discussão onde poderá encontrar informações sobre o seu funcionamento e eventuais queixas. Além disso sonde colegas, amigos e familiares que costumam comprar online por referências.

É muito importante que descubra se a loja online está presente nas redes sociais porque é aí que encontra reviews, comentários de outros utilizadores e onde poderá ficar a par da experiência que tiveram ao tentar comprar através desses canais. Sem esquecer que isso pode atestar a veracidade ou fraude de uma página.

2. Garantir que o site é seguro

Antes de comprar online num site é preciso certificar-se de que este é seguro. Um bom sinal disso é a presença de informação sobre a sua política de privacidade e segurança. Além disso convém reparar se a página tem o símbolo de um cadeado. Isso e uma URL https:// porque isto quer dizer que o site dispõe de um certificado de segurança e que os seus dados estão encriptados, dificultando a vida aos hackers ou cibercriminosos que lhes querem jogar a mão.

Quanto tentou entrar no site de uma loja online surgiu-lhe uma mensagem a informar de que a ligação não é segura? Então é melhor procurar outra porque isso quer dizer que a página em questão não tem um certificado de segurança (SSL) reconhecido.

Além disso deve desconfiar de sites que só lhe apresentam um contacto telefónico ou e-mail. Sim, o vendedor é obrigado a disponibilizar a sua identidade, nome da firma, endereço (que deve procurar nos mapas online), número de telefone e e-mail, atestando assim a sua idoneidade.

3. Evite usar o cartão de crédito. Prefira os cartões virtuais!

Há sites que só disponibilizam o cartão de crédito como forma de pagamento. E o problema é que essa é forma mais fácil de lhe clonarem um cartão. Opte antes por fazer um cartão virtual como o MBNet ou uma carteira virtual como o PayPal porque dessa forma garante que os seus dados não são fornecidos ao vendedor. Como alternativa, pode optar pelo pagamento à cobrança das coisas que acabou de comprar online. Se lhe forem pedidos dados que não são necessários para finalizar a compra não os faculte, proteja-se!

4. Cuidado com as ações de phishing disfarçadas de e-mail

Há e-mails que não passam de ações de phishing. A tática é quase sempre simples: utilizam uma oferta fantástica à qual acederá através de um link e quando dá por ela acabou de entrar numa página falsa que só tem como objetivo roubar os seus dados. Desconfie sempre deste tipo de e-mails e lembre-se, quando a esmola é grande o pobre desconfia!

5. Conheça os seus direitos

De acordo com a Rede de Centros Europeus do Consumidor, os websites devem indicar o que deve fazer no caso de querer reclamar o prazo de garantia, preço, incluindo taxas e impostos, termos e custos de entrega e dos pagamentos, direito de arrependimento, de reembolso e troca.

6. Guarde os comprovativos da compra

Em caso de querer devolver ou ser reembolsado por algo que comprou online porque não era bem o que queria, chegou em mau estado ou não chegou de todo tem de guardar o comprovativo da compra (e respetivos e-mails, mensagens, etc.), caso contrário será difícil resolver o problema. A DECO relembra que os consumidores contam com o “prazo livre de resolução de 14 dias” para cancelar uma compra.

7. Nada funciona se não estiver protegido!

Saber que cuidados ter quando está a comprar online é muito importante para não sofrer uma burla nem colocar os seus dados em risco. Contudo, a prevenção começa bem antes de iniciar a compra. Sim, com a instalação de bom antivírus no computador ou telemóvel para o proteger das principais ameaças, a existência de passwords fortes – combine maiúsculas, minúsculas, números e símbolos – e ao manter o computador sempre atualizado.

8. Foi vítima de fraude online? Eis onde pode reclamar.

Se for vítima de um esquema de burla online pode – e deve! – reclamar. E há sítios próprios para isso: tem ao seu dispor as páginas da DECO Proteste, Portal da Queixa, Procuradoria-Geral da República, Internet Crime Complaint Center, Fraude.pt e Queixas.net. 

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