Economia Pessoal

Tudo o que precisa de saber se vai comprar uma televisão nova

22 Junho, 2018

Da resolução ao consumo energético, passando pela forma, tecnologia e muito mais… saiba tudo o que precisa de ter em conta para escolher a televisão mais adequada ao seu bolso e às suas necessidades.


1. O tamanho da diagonal do ecrã importa

Na hora de escolher uma televisão nova há que ter em consideração a diagonal do ecrã, isto é, o espaço real que a imagem vai ocupar no visor da televisão, sem contar com a moldura que está à volta. E porque é que isto é importante? Porque o tamanho da diagonal do ecrã deve estar de acordo com o espaço da sala, quarto, cozinha ou outro lugar qualquer onde queira colocar a televisão.

Ou melhor, deve ser escolhida em função da distância entre o sítio onde vai estar sentado e o local onde pretende colocar a televisão, de forma que a visualização seja o mais confortável possível. Para o ajudar nesta questão, a DECO fez testes que tiveram em conta, por exemplo, o valor da diagonal do ecrã, o sinal de vídeo (qualidade e resolução) e a qualidade da imagem. Eis a conclusão:

Uma dica: saberá que se encontra à distância certa se, além de estar sentado confortavelmente a ver TV, a imagem estiver bem definida e o movimento fluido.

2. Resolução de imagem: Full HD ou Ultra HD?

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A qualidade da imagem depende da resolução do ecrã. E, regra geral, quanto mais pixéis uma televisão tiver, maior será a qualidade de imagem. Mas se não liga muito aos conteúdos que passam na televisão e a sua ideia é gastar o mínimo possível, pode optar por um modelo de 32 polegadas onde a resolução Full HD – cuja imagem é formada por mais de 2 milhões de pixéis – passa a ser um requisito obrigatório. Com boa resolução de imagem, mas inferior à Full HD encontra as HD Ready.

Por outro lado, se a resolução do ecrã é um aspeto importante para si enquanto espetador e, tendo em conta a quantidade de conteúdos disponíveis em 4K hoje em dia, pode ser uma boa ideia apostar num modelo topo de gama com tecnologia Ultra HD. Estas TVs oferecem a melhor qualidade de imagem – são formadas por mais de 8 milhões de pixéis – atualmente comercializada no mercado, com níveis de detalhe verdadeiramente apaixonantes.

3. O que é a taxa de atualização da imagem?

A taxa de atualização da imagem é expressa em Hertz (Hz) e prende-se com o número de vezes que os pixéis que constituem uma imagem que aparece no ecrã são atualizados por segundo. Como tal, para tirar o maior proveito da experiência de visualização aconselhamos que procure por algo à volta dos 120 Hz. É fã de filmes em 3D? Então nesse caso terá de ir além dos 240 HZ.

4. LED ou OLED: o que é melhor?

Os ecrãs LED são painéis LCD tradicionais retroiluminados com luzes LED. Já os OLED têm cores mais vivas e brilhantes, sendo que graças a esta tecnologia as televisões apresentam uma imagem mais suave, melhor contraste e evitam falhas de uniformidade. Mas o que escolher? Se quer sair a ganhar na relação qualidade-preço opte pelas televisões LED porque as OLED, além de mais caras, também consomem mais energia!

5. Os ecrãs curvos são melhores?

Em alternativa aos tradicionais ecrãs planos, há também no mercado uma seleção de televisões de ecrã curvo, que recriam a visão periférica do olhar. Com este tipo de ecrã, o utilizador pode ter a partir da sua sala de estar uma experiência mais imersiva, ampla e a sensação de um ecrã maior.

Mas serão realmente melhores as TVs de ecrã curvo? Segundo um estudo da DECO, estas televisões não são em nada diferentes das de ecrã plano, a não ser neste único aspeto: a curvatura do ecrã. E como são, em geral, mais caras, os técnicos responsáveis pelo teste concluíram que os ecrãs curvos não são necessariamente melhores.

Além disso, têm outra desvantagem. É que ao contrário do que acontece com os ecrãs planos – que garantem a mesma experiência de visualização em qualquer posição num ângulo de 180º – no caso de um ecrã curvo é aconselhável estar sentado em frente ao ecrã. Quem ficar a olhar para a televisão de lado pode perder alguma coisa do seu canto do ecrã.

6. Compre uma televisão com melhor classe energética para poupar

Embora já existam televisões no mercado com uma excelente relação qualidade-preço, é preciso estar atento ao consumo energético, sobretudo se o período de utilização aí por casa for elevado. Por isso, se o seu objetivo é poupar escolha uma televisão com melhor classe energética: A+ num fundo verde indica uma televisão mais eficiente. Além disso, saiba que através da etiqueta energética terá informação sobre o consumo energético (em Watts) da televisão em funcionamento e a estimativa do consumo ao longo de um ano expresso em kWh.

7. Smart TV: a vantagem da conectividade

O que torna uma Smart TV tão atrativa? Ora, é ideal para quem gosta de aceder à internet através do televisor e de comando na mão. Aliás, permite também aceder às redes sociais, à conta de e-mail e interagir com aplicações interativas como o streaming de conteúdos. As televisões com tecnologia sem fios oferecem ainda a possibilidade de conectar tablets, smartphones, discos multimédia e outros dispositivos à TV, assegurando a partilha de conteúdos.

8. Verifique as entradas da televisão

Quer queira ligar o computador à televisão através de HDMI ou utilizar o DVD para ver algum filme que tenha aí por casa, é preciso que tenha em consideração se a televisão que vai adquirir tem as entradas certas para o efeito. O que também é válido para quem tem um sistema Home Cinema ou pretende vir a ter.

 

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