Cultura e lazer

3 séries históricas e 3 séries futuristas que não pode deixar de ver!

4 Abril, 2018

Escolhemos seis séries imperdíveis com uma coisa em comum: todas o vão fazer viajar no tempo. Mas é você que decide se prefere voltar ao passado ou estar de olhos postos no futuro…


The Crown: como tudo começou para Isabel II  

Se gosta de séries com uma história biográfica por trás, The Crown pode ser exatamente do que estava à procura para ocupar o tempo livre. Durante cerca de 60 minutos vai poder ver e ouvir tudo sobre o reinado de Isabel II, no Reino Unido. A Rainha chegou ao poder com apenas 25 anos de idade – estávamos em 1952 – e embora a série se concentre num período conturbado da história mundial, do país e da Commonwealth, o que salta à vista é o brilhante retrato da figura monárquica (graças ao bom desempenho da atriz Claire Foy) em toda a sua inexperiência e em pleno processo de aprendizagem.

E sabe o que não fica de fora nesta série vencedora de um Globo de Ouro? Ora, a relação da rainha com o primeiro-ministro Winston Churchill – que ganha vida na pele de John Lithgow – e outras coisas bem caricatas: os dramas com o Duque de Windsor, seu tio, os episódios que teve com a sua irmã Margarida e até os arrufos de casamento com o seu marido, o príncipe Filipe. Ou seja, The Crown mistura factos reais com romance e drama para vencer… Isso e atores amados pelo público como Matt Smith, Jared Harris e Vanessa Kirby. Vai mesmo querer perder?

Black Mirror: Um vislumbre do futuro com um toque de atualidade

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“Se a tecnologia é uma droga – e parece sê-lo –, quais são os seus efeitos colaterais?” Foi com esta ideia na cabeça que Charlie Brooker criou uma série que não tem deixado ninguém indiferente: estamos a falar de Black Mirror. Trata-se de uma antologia de ficção científica que, episódio atrás de episódio, lhe vai mostrar um futuro onde as inovações tecnológicas da humanidade colidem com os seus instintos mais sombrios.

E já se perguntou porque é que a série se chama Black Mirror? Não deixando nada ao acaso, o seu criador foi buscar uma referência que é muito familiar ao nosso dia-a-dia: os ecrãs pretos dos telemóveis, tablets, ou mesmo das televisões e computadores. Aparelhos que nos acompanham todos os dias e que podem ter mesmo um lado mais negro… E mais não dizemos! A boa notícia é que, se não gosta de esperar, Black Mirror já tem quatro temporadas disponíveis para se entreter!

1986: a promessa de uma viagem no tempo ao Portugal de outrora

Acabadinha de estrear está a série 1986, do humorista e radialista Nuno Markl: durante 13 episódios vai viajar no tempo até ao ano que ficou marcado pela segunda volta das eleições presidenciais mais concorridas da democracia portuguesa e que dividiu a população em duas: apoiantes de Soares e de Freitas Amaral. E este será o pano de fundo que servirá para lhe mostrar – ou recordar, dependendo dos casos – como era a sociedade portuguesa em plenos anos 80.

Mas não só. A série também dá que falar pela banda sonora – não fosse Markl um homem da rádio! Para a compor contou com artistas nacionais como João Só, Lena D’Água, Ana Bacalhau, Catarina Salinas, David Fonseca, Márcia, Miguel Araújo, Samuel Úria e Tatanka (o vocalista dos The Black Mamba).

The Handmaid’s Tale: um futuro distópico

Se lhe disséssemos que a série The Handmaid’s Tale tem uma pontuação de 8,6 no IMDB e que ganhou 8 Emmys e dois Oscares, o de Melhor Série Dramática e Melhor Atriz (Elisabeth Moss), isso seria motivo suficiente para despertar a sua atenção e levá-lo a ver 1 dos 10 episódios da primeira temporada? Nós acreditamos que sim. Caso contrário, o enredo de certeza que o agarrará ao ecrã!

Sim, a história criada pela mão do guionista Bruce Miller passa-se num futuro distópico em que, após uma Segunda Guerra Civil Americana, impera uma sociedade totalitária onde as mulheres são obrigadas a viver como servas. O que por lá se passa? Bom, é mesmo melhor ver para crer, mas esta é uma daquelas séries que nos faz pensar “e se isto realmente acontecesse?”.

Peaky Blinders: a história (verídica) de um grupo de gangsters britânicos

Estamos em pleno rescaldo da Primeira Guerra Mundial (por volta de 1919) e é em Birmingham, na Inglaterra, que se vai sentir uma das suas consequências colaterais: a revolta do cruel Tommy Shelby, um patrão do crime decidido a conquistar o mundo a qualquer preço. E Shelby não está sozinho. É seguido fielmente pelo seu gangue conhecido como Peaky Blinders e, curiosamente, são todos sangue do mesmo sangue.

Curiosa é também a sua maneira de atuar: estes criminosos cosem lâminas nas suas boinas para estarem sempre a postos mal alguém lhes faça frente. E quer saber a melhor parte? O personagem principal é encarnado pela estrela Cillian Murphy! Ao ator juntam-se nomes como os de Paul Anderson, Helen McCrory, Sophie Rundle e Ned Dennehy. Mais motivos para ver? E se lhe disséssemos que o gangue existiu mesmo?

The Expanse: Até ao infinito e mais além

Enquanto Elon Musk não leva o homem até Marte, há muitas séries que o fazem. Uma delas é The Expanse, cuja história se passa num tempo em que há colónias humanas por todo o Sistema Solar. A série criada por Mark Fergus e Hawk Ostby tem como pano de fundo o desaparecimento de uma rapariga que vai ligar três personagens de forma inesperada: um detetive do cinturão de asteróides, o capitão de um cargueiro de gelo e um diplomata.

Em causa está algo muito maior do que um desaparecimento mas terá de ver para descobrir o quê. Esta é “a melhor série televisiva de ficção científica que não estávamos a ver” e cuja narrativa é uma “jóia imperdível”, fazendo nossas as palavras da revista Rolling Stone.

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