pessoas e histórias

O homem mais rico do mundo: Quem é Jeff Bezos?

28 Fevereiro, 2018

O homem mais rico do mundo é fã de Star Trek, do espaço, computadores, CEO da Amazon e dono do The Washington Post. Apresentamos-lhe Jeff Bezos.


Uma fortuna avaliada em 121 mil milhões de dólares

Surpreendentemente, os 94,9 mil milhões de dólares de Bill Gates já não chegam para fazer dele o homem mais rico do mundo. A Forbes e a Bloomerg garantem que o bilionário foi destronado por Jeff Bezos, após vários anos no pódio. Como? A valorização da Amazon, a maior retalhista mundial e da qual Bezos é CEO, fez com que a sua fortuna disparasse para algo nunca antes visto! Estamos a falar de 121 mil milhões de dólares.

Este recorde ainda é mais impressionante se pensarmos que ultrapassa claramente os 100 mil milhões de dólares que Bill Gates arrecadou aquando da explosão da Microsoft, em abril de 1999. E a sua ascensão parece que já estava como que destinada: nesse mesmo ano, o americano Jeff Bezos tinha sido distinguido como personalidade do ano pela revista Time!

Do trabalho de verão na McDonald’s ao empreendedorismo

Ler Mais

Desde pequeno que o CEO da Amazon foi dando sinais de que seria brilhante: era ainda uma criança pequena quando desmontou o seu berço com uma chave de fendas porque queria dormir numa cama a sério. Além disso, até aos 16 anos passava os verões a reparar moinhos de vento na casa do seu avô, uma figura de inspiração, e ainda construiu um laboratório na garagem dos seus pais.

E não nos podemos esquecer do seu olho para o negócio em adolescente. Depois de ter passado um verão difícil a trabalhar na McDonald’s, Bezos decidiu abrir com a sua namorada o Dream Institute, um campo de férias educacional para crianças que custava 600 dólares por pessoa e tinha como leitura obrigatória O Senhor dos Anéis!

Jeff Bezos recusou trabalhar para a Intel!

Jeff Bezos perseguiu a sua paixão por computadores quando chegou ao ensino superior: frequentou a Universidade de Princeton, em New Jersey, com o objetivo de estudar Ciência da Computação e Engenharia Eletrotécnica. Tinha 22 anos quando terminou os estudos e recebeu logo propostas de emprego por parte da Intel e da Bell Labs, mas sabe o que o empreendedor fez? Recusou!

E por mais inacreditável que pareça, isso não travou o seu caminho até ao topo – e que o conduziria até à Amazon. Bezos juntou-se a uma startup chamada Fitel, depois à Bankers Trust e seguiu-se a empresa de investimento D.E. Shaw, onde em 4 anos chegou a vice-presidente. E onde conheceu a sua mulher, Mackenzie.

Um casamento que pode ter acontecido graças às aulas de dança. No livro biográfico The Everything Store, pode ler-se que o CEO da Amazon teve de aprender a dar um pézinho de dança para melhorar o “women flow”, uma vez que “work flow” já tinha de sobra. E ao que parece deu resultado. O entrepreneur divide-se, com sucesso, entre a vida profissional, o casamento e ainda tem tempo para os 4 filhos.

Amazon: a aposta que compensou todos os riscos

Mas se se sentia realizado com a parte pessoal, com a profissional não era bem assim. Jeff Bezos largou tudo numa jogada arriscada, mudou-se para Seattle e começou a explorar o potencial de um setor online ainda pouco explorado, o livreiro. Tudo começou na garagem da sua casa onde, ao lado de alguns colaboradores, começou a desenvolver software. Nascia assim Amazon.com, a 16 de julho de 1995.

Mesmo sem qualquer divulgação nos media, Jeff Bezos conseguiu vender livros em 50 Estados da América e em 45 países estrangeiros. Tudo isto no espaço de 30 dias. No início, sempre que havia uma compra soava uma campainha, mas tiveram que a desligar pouco depois: em apenas 2 meses fizeram 20 mil dólares por semana, superando todas as expetativas. Mas para levar o negócio mais além, o CEO da Amazon foi diversificando a oferta. Para além dos livros, passou a vender também CDs, roupa, aparelhos electrónicos, brinquedos… Jeff Bezos começou por revolucionar o setor livreiro e depois todo o comércio online!

E a partir daí foi sempre a somar. A Amazon conseguiu sobreviver à bolha especulativa da Internet no final dos anos noventa e dos 510 mil dólares que faturava em 1995 passou para uns impressionantes mil milhões em 2011. Já em 2017, 20 anos após se tornar pública, a Amazon atingiu um valor de mercado na ordem dos 457 mil milhões de dólares. E à medida que os milhões aumentavam, também surgiam novas ideias. Desenvolve drones para fazer entregas, uma assistente por voz, a Alexa, e conteúdo próprio na Amazon Studios.

Jeff Bezos na lista de entrepreneurs do espaço

A verdade é que Jeff Bezos e Elon Musk além de serem ambos empreendedores ávidos e figuras muito influentes no mundo da tecnologia também partilham a paixão pelo espaço! É que Jeff Bezos tem também uma empresa aeroespacial, a Blue Origin, que está a desenvolver um foguetão reutilizável para no futuro levar passageiros até ao infinito e mais além!

O espaço é uma paixão que vem desde pequeno, quando Jeff Bezos sonhava em ser um space entrepeneur e não perdia um episódio da série Star Trek. Já nos tempos de escola, o CEO da Amazon dizia aos seus professores que o futuro da humanidade não passava por este planeta. E Bezos parece apostado em fazer dos sonhos de criança realidade: enquanto não chega efetivamente a outros planetas, é ele próprio um alienígena no filme Star Trek: Além do Universo, onde teve uma participação especial como ator.

Mas o que faz Jeff Bezos a tanto dinheiro?

Realmente, uma coisa que não falta a Jeff Bezos é dinheiro e o empreendedor tem usado os seus fundos para apoiar os outros e as suas causas. Em 2012 doou 2,5 milhões de dólares para defender o casamento gay em Washington, para além de financiar outros projetos interessantes. Deu 42 milhões de dólares e parte do seu terreno no Texas para a construção do The Clock Of The Long Now, um relógio desenhado para dar horas por 10 mil anos.

E claro, o dinheiro também serve para fazer crescer o seu império. A 5 de agosto de 2013, Jeff Bezos voltou a ser notícia por tudo o que é lugar quando comprou à família Graham o The Washington Post pela módica quantia de 250 milhões de dólares. A transação deu-se porque, segundo os antigos proprietários, “mais que sobreviver, queriam uma maior hipótese de sucesso”. Já o visionário Bezos prometeu manter valores e focar-se nos leitores mas também modernizar, porque os tempos assim o exigem. O que se seguirá?

Ler Menos