Saúde

AVC: a doença que mais mata em todo o mundo

23 Fevereiro, 2018

Sabia que a cada seis segundos morre uma pessoa com um AVC? Conheça os sintomas e os sinais de alerta da doença que mais pessoas mata em todo o mundo. 


O AVC é a principal causa de morte e incapacidade em Portugal

Ao contabilizar 6,5 milhões de mortes, o acidente vascular cerebral é a doença que mais mata em todo o mundo, incluindo Portugal. No nosso país, o AVC é a principal causa de morte e incapacidade nacional, alerta a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral.

O que é um AVC?

O AVC é um Acidente ou lesão que ocorre num Vaso sanguíneo que atinge o Cérebro ou, mais genericamente, o sistema nervoso central. Daí que esta lesão seja mais conhecida através da sua sigla: AVC.

O que é que se passa nos vasos sanguíneos quando acontece o AVC?

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Nas canalizações das nossas casas podem ocorrer dois tipos de problemas: entupimento ou rompimento. Com os nossos vasos sanguíneos pode acontecer algo semelhante. Eles podem entupir, dando-se um bloqueio na circulação com paragem da corrente sanguínea (AVC isquémico). Também pode dar-se uma rotura (ou derrame) de sangue para o tecido do sistema nervoso envolvente (AVC hemorrágico). As consequências não são boas, porque em ambos os casos o oxigénio e a glicose transportados pelo sangue, por conta do acidente ocorrido, deixam de chegar em condições às células do cérebro (neurónios), o que as vai impedir de exercer bem as suas funções, pondo a nossa saúde em perigo.

Principais consequências do AVC

As sequelas de um AVC – pode afetar a fala, a audição, a mobilidade, a capacidade cognitiva – vão depender da parte do cérebro que é afetada e da rapidez com que a pessoa é tratada. Se a ajuda não chegar a tempo, os danos causados podem tornar-se permanentes e conduzir à morte. E desengane-se se pensa que só homens e mulheres adultos é que estão em risco de sofrer um AVC: as crianças também são um alvo!

Como detetar um AVC? Atenção aos 3 F’s!

De acordo com a World Stroke Organization, a cada segundo que passa uma pessoa tem um AVC e bastam apenas mais cinco para ocorrer uma morte por acidente vascular cerebral. Razão pela qual deve conseguir identificar os sinais de alarme de um AVC: dificuldades na FALA, desvio da FACE e perda de FORÇA num braço ou perna, são os principais.

Fonte: CUF

O que fazer em caso de AVC?

Se identificar alguns dos 3 F’s acima mencionados, pode estar a sofrer um AVC. Neste caso, quando mais depressa agir, melhor. Telefone imediatamente para o 112 para que o levem com máxima urgência para o hospital mais perto da sua área de residência. A janela de oportunidade para evitar sequelas e ter um tratamento ótimo ronda as 4 a 5 horas!

Como tratar um AVC

Se a ressonância magnética confirmar o AVC, os medicamentos mais indicados para tratar a situação são os anti-hipertensores, os antiagregantes plaquetários e os anticoagulantes. E para que servem? Em conjunto, melhoram a circulação e fazem com que o sangue, o oxigénio e os nutrientes cheguem até às células cerebrais. Mas há casos em que tem de se partir para a cirurgia.

A recuperação demora o seu tempo, mas cerca de um terço das pessoas melhora de forma significativa logo no primeiro mês após o AVC. Durante esta fase, a fisioterapia em conjunto com a adoção de um estilo de vida mais saudável são fundamentais. Ter uma atitude positiva, ser acompanhado por bons médicos e sentir o apoio da família também é essencial!

Fatores de risco: os culpados do costume

E se lhe disséssemos que 90% dos AVCs estão relacionados com comportamentos de risco que podem ser evitados? A hipertensão é um deles: sim, 70% das pessoas que sofrem um AVC têm hipertensão. Quanto maiores forem os níveis de hipertensão, maior é o risco de sofrer de um acidente vascular cerebral, por isso, se reduzir 0.6 no valor da tensão diastólica – a mínima – conseguirá reduzir até fortemente o risco de sofrer de um AVC.

No caso de quem tem diabetes, o risco de sofrer de um AVC quadruplica. Isto acontece porque a diabetes não controlada pode conduzir ao bloqueio dos vasos sanguíneos no cérebro, resultando então num AVC. O que nos leva à obesidade, outro fator de risco, sobretudo para quem sofre de obesidade abdominal.

Não fumar é essencial: está mais do que provado e comprovado que o tabaco é o principal responsável para o entupimento de veias e artérias, uma vez que aumenta os níveis de coagulação no sangue.

Em matéria de AVC, o colesterol também não ajuda: é importante assegurar que o nível total de colesterol no sangue não excede os 190 mg/dl. No caso de pessoas saudáveis, o limite recomendado de mau colesterol é de 100 mg/dl e menos de 70 mg/dl para quem já teve um ataque cardíaco ou AVC.

AVC: é possível prevenir e tratar!

Fazer exercício físico de forma moderada e regular – como as caminhadas -, praticar uma alimentação saudável, rica em legumes e fruta e reduzir o consumo de sal são simples hábitos que podem aumentar a sua “imunidade” ao AVC. Independentemente de todas estas ações, é fundamental consultar o seu médico de família com regularidade e seguir as suas indicações.

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