Economia Pessoal

Depósitos a Prazo: tudo o que precisa de saber

22 Janeiro, 2018

Os depósitos a prazo são uma das soluções preferidas dos portugueses que querem aplicar as suas poupanças sem risco de perda de capital. Mas antes de escolher o seu, conheça a fundo este produto financeiro.


Depósitos a Prazo: a solução de poupança preferida dos portugueses

Fruto dos efeitos da crise dos últimos anos, poupar entrou outra vez na ordem do dia para muitos portugueses. Mas onde é que os portugueses colocam o pé-de-meia amealhado? Há uma forte probabilidade da resposta ser depósitos a prazo. Pelo menos é a esta a ilação que se pode retirar dos números apresentados pelo Banco de Portugal. Os estudos mais recentes indicam que cerca de 35% do volume total da poupança dos portugueses estava na forma deste produto. Se acrescentarmos aos depósitos a prazo, os valores aplicados em depósitos à ordem, concluísse rapidamente que cerca de 50% das poupanças são colocadas em depósitos, sejam eles a prazo ou à ordem. Por outras palavras, os portugueses não gostam de risco quando chega o momento de decidir o que fazer com as suas poupanças acumuladas ao longo de vários anos.

O que é um depósito a prazo?

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Em traços gerais um depósito a prazo é um empréstimo que um indivíduo concede a um banco, o qual fica obrigado a reembolsá-lo num determinado prazo acrescido de um juro conforme acordado entre ambas as partes.

O que devemos ter em conta ao escolher um Depósito a Prazo?

Na hora de escolher o melhor Depósito a Prazo para si deve ter em conta vários critérios, sendo que os mais importantes são a rentabilidade (taxa de juro contratada ou TANB), a frequência de reembolso dos juros (periodicidade), as condições de mobilização do capital e respetivas penalizações. O Depósito a Prazo ideal seria aquele que teria a taxa de juro mais elevada do mercado, que pagaria os juros diariamente e que permitisse a mobilização do capital depositado a qualquer momento sem qualquer tipo de penalização de juros. Não só a rentabilidade seria elevada como rapidamente teria na sua conta o reflexo desses ganhos. Por outro lado, poderia recuperar a qualquer momento o capital depositado, caso necessitasse, sem perder os juros que entretanto recebeu. Como o ideal não existe, o melhor é focarmo-nos na melhor combinação possível dos quatro critérios mencionados.

Como saber qual é o melhor banco para depositar as minhas poupanças?

Uma vez que um depósito a prazo é um empréstimo que a pessoa está a conceder a um banco, então a capacidade do banco em causa também deverá ser tida em conta como critério de escolha. Escolher o banco onde vai depositar o seu dinheiro torna-se assim numa das decisões mais importantes para quem está a ponderar investir num depósito a prazo. São várias a instituições bancárias que oferecem este tipo de produto financeiro, mas os bancos não são todos iguais. E embora os depósitos a prazo estejam protegidos por um Fundo de Garantia, o ideal é que escolha um banco sólido, eficiente e rentável.

Assim, antes de confiar as suas poupanças a uma instituição bancária, verifique o desempenho dos vários bancos em termos de solidez financeira, eficiência, rentabilidade e liquidez. Esta informação costuma estar disponível online, nos sites oficiais das entidades bancárias. Além disso, vale a pena estar atento à imprensa especializada e conferir os rankings dos bancos mais sólidos, eficientes e rentáveis, para além de verificar a sua reputação e seriedade.

Posso levantar o meu dinheiro quando quero?

A maioria dos Depósitos a Prazo no mercado prevêem a mobilidade antecipada, o que significa que poderá levantar o dinheiro aplicado antes do fim do prazo acordado com a sua entidade bancária. Mas atenção! Se o fizer, poderá ter uma penalização parcial ou total nos juros não pagos.

No caso dos Depósitos a Prazo sem mobilidade antecipada, o titular só poderá mesmo mexer no dinheiro quando terminar o prazo. Assim, deve equacionar muito bem antes de subscrever esta mobilidade e garantir que não vai precisar do dinheiro investido para emergências.

A taxa de juro é fixa?

Os Depósitos a Prazo simples são remunerados a uma taxa de juro fixa ou variável. Com uma taxa de juro fixa, o titular tem a certeza de quanto vai receber de remuneração. Já nos Depósitos a Prazo de taxa variável, o caso muda de figura: a remuneração está dependente de um indexante (Euribor, inflação ou outros a definir) que pode variar com o mercado e como tal o valor dos juros a receber só será conhecido no final do prazo de depósito a prazo. Se prefere não jogar com a incerteza, opte por uma taxa de juro fixa.

Como são feitos os pagamentos de juros?

Quanto ao pagamento dos juros, há dois tipos de Depósitos a Prazo: capitalizáveis e não capitalizáveis. Nos Depósitos a Prazo capitalizáveis os juros pagos são reinvestidos no mesmo depósito. Já nos Depósitos a Prazo não capitalizáveis, os juros são disponibilizados na sua conta à ordem.

Não se esqueça de contar com o IRS!

É preciso referir que há uma diferença entre a taxa anual bruta nominal – TANB – que lhe é oferecida e aquilo que vai realmente receber de remuneração. Porquê? Ora, os juros dos Depósitos a Prazo estão sujeitos a 28% IRS e como tal os residentes em Portugal têm de subtrair-lhe o valor do imposto.

Por sua vez, a Taxa Anual Nominal Líquida, a TANL, já representa o valor dos juros a receber depois de terem sido descontados todos os impostos associados ao mesmo – e este é o valor que deve ter em conta!

O que significa o aumento da inflação para quem tem Depósitos a Prazo?

Durante este processo de escolha do melhor Depósito a Prazo para si, não deve esquecer a inflação e a influência que poderá ter nas suas poupanças. Lembre-se que se a taxa líquida (TANL) que vai obter com o depósito for inferior ao ritmo do crescimento dos preços previstos, o dinheiro do qual vai dispor vai ter um poder de compra menor do que aquele que tinha quando decidiu fazer a aplicação. Simplificando, o seu dinheiro desvalorizou! Para ter uma noção da inflação prevista pode sempre consultar as projeções elaboradas pelo Banco de Portugal, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia.

E se o banco falir?

O Depósito a Prazo é o produto financeiro mais seguro. O que agrada muito aos portugueses, uma vez que ninguém gosta de correr riscos quando o que está em causa são as suas poupanças. E este sentimento de segurança é reforçado pelo facto de os Depósitos a Prazo beneficiarem de uma garantia de reembolso prestada pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Desta forma, mesmo que haja algum problema com o banco, estão assegurados Depósitos a Prazo até 100 mil euros por cada titular.

E se tiver mais do que 100 mil euros para investir num Depósito a Prazo? Lembre-se que a máxima é proteger o seu dinheiro e como tal pode optar por adicionar outros titulares à conta, como um familiar: se um depósito for de 150 mil euros e tiver dois titulares isto significa que estão assegurados até 200 mil euros, em caso de insolvência do banco.

Os depósitos a prazo acabam assim por ser as soluções mais adequadas para quem procura investir a sua poupança sem risco e com uma rentabilidade garantida.

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