Economia Pessoal

Seguro automóvel: como escolher?

13 Setembro, 2017

Anda indeciso entre contratar um seguro automóvel contra terceiros ou contra todos os riscos? Com tanta oferta, não sabe que produto escolher? Este artigo vai ajudá-lo a acabar com todas as dúvidas!


Seguro contra terceiros é obrigatório

No mercado o que não faltam são produtos de seguro automóvel. Mas como escolher? Se estiver de olho num seguro contra terceiros – é obrigatório – saiba que este cobre a responsabilidade civil perante terceiros em caso de acidente, assistência em viagem, proteção de ocupantes e condutor e quebra de vidros. De acordo com a DECO este tipo de seguro “tem uma apólice uniforme, definida por lei, sendo comercializado por todas as companhias em condições idênticas”. Ou seja, na hora do escolher é tudo uma questão de preço.

Atenção ao plafond de reboque!

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É verdade que um seguro contra terceiros cobre a assistência em viagem. Isto significa que se o seu carro ficar parado na via pública e precisar de chamar um reboque pode fazê-lo. Mas atenção ao plafond disponível que pode variar entre os 250 e os 1.250 euros. O que quer isto dizer? Se o plafond não for suficiente, o seu carro pode ter de ser rebocado uns dias depois e em grupagem, por sair mais barato. E cuidado se já utilizou o reboque mais que uma vez este ano: o valor do plafond vai diminuindo cada vez que precisa de utilizar este tipo de serviço.

Seguro contra todos os riscos: vale a pena?

Se preferir pode sempre investir num seguro contra todos os riscos que, além de ter as coberturas previstas pelo seguro contra terceiros, também lhe permite escolher as melhores coberturas para si. Por exemplo, se na sua área de residência há muitas inundações pode ser uma boa ideia contratar uma cobertura de fenómenos naturais – esta também abrange os danos provocados por tornados ou outras intempéries. Além disso, o seguro contra todos os riscos inclui geralmente coberturas como colisão e capotamento, furto, roubo, vandalismo, incêndio e impossibilidade de uso.

No final de contas, o importante é ter a certeza que a apólice do seu veículo só inclui as coberturas de que realmente precisa para que o seguro automóvel não pese demasiado no seu orçamento. Convém ainda relembrar que esta modalidade de seguro é a mais completa e que assegura os prejuízos sofridos mesmo no caso de o proprietário ser o responsável pelos danos causados.

Atenção às franquias!

Atenção que normalmente os seguros automóveis têm franquias, isto é, um valor que fica a cargo do proprietário da viatura em caso de danos. Quer isto dizer que se a franquia associada à sua apólice é de 100€, é você que tem de suportar os custos de um acidente/reparação até esse montante e não a seguradora. Se os danos forem superiores à franquia – por exemplo 150€ – o segurado paga os 100€ e a seguradora os restantes 50€.

A franquia pode estabelecer um montante fixo (por exemplo 100€) ou uma percentagem do valor do capital seguro ou do dano. E até pode ter vantagens: é que quanto mais elevado for o valor da franquia mais barato é o seguro, uma vez que o proprietário do veículo tem de assumir uma parte dos prejuízos em caso de acidente. É uma questão de avaliar bem a sua apólice e pesar as vantagens de ter franquias associadas e de que valores.

Condutor: idade, anos de carta e sexo importam

O preço de um seguro automóvel pode variar em função de vários indicadores. Além do modelo, do ano e da cilindrada do carro pesam também a idade do condutor, os anos de carta e o sítio onde mora, por exemplo. Sim, sabia que uma pessoa que vive na cidade paga mais de seguro automóvel do que outra que vive no interior do país? A razão é simples: a seguradora entende que o nível de risco é maior na cidade e por isso o preço do seguro encarece. E há mesmo companhias que fazem descontos para mulheres!

Ter alarme ou garagem é um bom truque para poupar

O risco de danos a que está sujeito um veículo é um fator que pesa muito no valor do seguro. Isto é, quanto mais exposto ao risco, mais paga de seguro automóvel. Uma boa forma de contornar a situação é ter um sistema de alarme no seu carro ou assegurar que o veículo pernoita regularmente numa garagem. Regra geral, as seguradoras vêem com bons olhos estas medidas adicionais de segurança, beneficiando o condutor com um preço de seguro mais em conta.

Deve pagar o seguro através de débito bancário

Há outra boa dica para quem quer poupar uns euros no seguro automóvel: pagar o prémio anual por débito bancário. Sim, quer se trate de um pagamento em partes, ou não, saiba que se optar por esta forma de pagamento a grande maioria das seguradoras lhe oferece um desconto adicional. E também poupa algum dinheiro se colocar todos os seus veículos na mesma seguradora!

Mas como encontro o melhor seguro para mim?

Quando compra um carro, quer seja novo ou em segunda mão, é obrigatório contratar um seguro para que possa circular legalmente. No entanto, caso tenha comprado um carro novo e com grande valor comercial é aconselhável fazer um seguro contra todos os riscos tendo em conta o investimento que foi feito.

Para escolher o melhor seguro automóvel para si é preciso ter em conta as suas necessidades, o tipo de veículo que conduz e as ofertas do mercado. Comece por pesquisar informação acerca das várias seguradoras e dos diferentes produtos disponíveis. Além disso não se esqueça de fazer várias simulações quer em seguradoras online low-cost quer nas tradicionais para ter uma noção mais vasta do mercado.

Já pensou consultar um mediador de seguros?

Os mediadores de seguros são uma boa opção para quem quer poupar no seguro automóvel. Isto acontece porque normalmente conseguem descontos entre 20% a 25% num pacote de seguros. Como maior vantagem, não cobram nada pelas simulações e pela contratação de seguro.

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