Saúde

Ansiedade: aprenda a controlá-la

12 Setembro, 2017

Há quem a defina como “a temperatura da psique”. Tal como a temperatura do corpo, a ansiedade só se torna negativa quando ultrapassa determinados limites.


Ansiedade: o que é?

Por definição ansiedade não significa estar doente. Na sua essência a ansiedade é uma reação natural, associada a sentimentos de receio e a tensão física, que é iniciada quando uma pessoa se confronta com uma situação perigosa. Nesta perspetiva a ansiedade é muito útil para a sobrevivência humana, pois funciona como um alarme que indica que está na altura de nos protegermos de uma ameaça exterior.

Quais os sintomas de Ansiedade?

Existem vários sinais para os quais deve estar alerta no que toca ao sentimento de ansiedade, apesar de os sintomas poderem variar muito de pessoa para pessoa.

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O estado ansioso é bastante característico. Os sintomas associados podem ser o batimento cardíaco acelerado, tensão muscular, insónias, hipervigilância e respiração ofegante. Por outro lado, podem ser identificados outros sintomas de ansiedade, tais como suores, confusão mental, tremuras e bloqueios anímicos. A intensidade destes sintomas também é variável, de acordo com o nível de medo sentido pelo indivíduo.

A ansiedade é positiva ou negativa?

Podemos dizer que a ansiedade é uma condição natural e, de certa forma, desejável, já que funciona como um mecanismo de reação do ser humano a situações de perigo.

Mas quando é que a ansiedade passa de uma reação que nos protege para algo que prejudica o nosso bem-estar? Em traços gerais, o estado ansioso pode ser considerado normal quando é resultado de um acontecimento recente que provoca medo ou stress. Isto é, é natural sentirmo-nos ansiosos quando estamos numa situação de perigo. Por outro lado, se uma situação passada continuar a afetar negativamente a vida de uma pessoa e o estado ansioso se prolongar muito para lá do acontecimento que a provocou, isso pode ser um sinal de alerta.

Por exemplo, imaginemos um indivíduo que passou por uma experiência traumática no passado, relacionada com um quase afogamento no mar. É possível que esta pessoa fique ansiosa ao estar perante o mar ou a nadar. No entanto se o mesmo indivíduo ficar muito ansioso ao ver o mar através da televisão, então esse estado mental já poderá ser considerado de ansiedade excessiva que ao invés de ser uma mecanismo de sobrevivência útil passa a ser um obstáculo patológico ao bem-estar individual.

Há vários tipos de ansiedade

Existem varios tipos de ansiedade que podem ser identificados. A Ansiedade Generalizada centra-se no medo que as pessoas têm de falhar ou de obter um má avaliação no seu desempenho. Já o Transtorno Obsessivo caracteriza-se pela hipervigilância do perigo, mesmo que este não seja real. Neste caso, os medos chegam a originar pensamentos contínuos e têm um impacto no bem-estar físico e mental do indivíduo.

Existe também a Timidez e a Fobia Social, um estado em que se desenvolve uma aversão ao contacto social, visto que existe o medo da crítica e opinião por parte dos outros. Há ainda as Insónias Relativas, em que as pessoas desenvolvem perturbações no sono por serem constantemente assoladas com pensamentos de carácter ansioso, o que dificulta o processo de relaxamento.

Para além destes tipos de ansiedade, estão identificados ainda estados de ansiedade que derivam de distúrbios emocionais. Um deles é o Distúrbio Cíclico da Ansiedade – os conhecidos “Ataques de Pânico” -, no qual as pessoas entram em estados cíclicos de pânico em que os níveis de medo atingem uma dimensão extrema. Existem também as Fobias Específicas sobre objetos ou circunstâncias concretas (como por exemplo o medo de aranhas ou do escuro) e as Insónias Absolutas, que se caracterizam por uma resistência inconsciente ao ato de dormir, causada por pesadelos, apneias ou ataques de pânico ao acordar.

Há tratamento para a ansiedade?

A ansiedade tanto pode ter uma causa evidente como o contrário. Quando a causa não é possível de ser identificada pelos pacientes, esse aspeto consegue aumentar ainda mais o nível de ansiedade. É por isso que a identificação dos motivos pelo qual uma pessoa desenvolve ansiedade é tão importante no tratamento.

A ansiedade pode ser tratada com recurso a acompanhamento psicológico, que tem como o objetivo encontrar as causas e ajudar o paciente a combatê-las. Assim, este tratamento passa por “educar” a mente a desvalorizar os eventos traumáticos em questão, de forma que não se criem reações involuntárias, tais como o medo despropositado. Em alguns casos, o médico pode receitar medicação, sobretudo para atuar sobre os sintomas. Lembre-se que a automedicação nunca é recomendada.

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