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O iPhone faz 10 anos: como o telemóvel da Apple mudou o mundo

1 Setembro, 2017

Muitos já não vivem sem ele mas poucos se lembram da revolução que representou. Acertou, estamos a falar do iPhone. Saiba qual foi o processo desde a sua criação até ao momento a que chegou às prateleiras e como influenciou a vida do século XXI.


Como era o iPhone de primeira geração?

É difícil pensar numa vida sem smartphones, sem ecrãs touch, sem internet em qualquer lugar e sem música on demand, mas a verdade é que basta-nos recuar 10 anos para entender a verdadeira revolução que se deu com a comercialização do primeiro iPhone.

O pioneiro smartphone alterou profundamente a forma como as pessoas se relacionam com a tecnologia e tornou-se o produto mais rentável da Apple, mas porquê?

A 29 de Junho de 2007, nos Estados Unidos, este dispositivo marcou o lançamento do conceito de ecrãs “multi-touch” e ainda a combinação de um iPod e telemóvel, que permitia navegar na Internet, algo completamente inovador.

Apesar de lhe faltarem certas características básicas tais como flash ou câmara frontal e de não gravar vídeo, não permitir o envio de mensagens multimédia nem a função copiar/colar, o iPhone de primeira geração incluía um ecrã com 3,5 polegadas e “alta resolução” com 160 ppi (480×320), 11,6 mm de espessura e 135 gramas. Tinha ainda uma bateria com 5 horas de autonomia para chamadas, internet, vídeo e 16 horas para ouvir música e ainda câmara de 2 megapixéis. O telemóvel da Apple tinha ainda outras características não tão visíveis, mas igualmente importantes: sensor de proximidade, sensor de luminosidade, acelerómetro, Wi-Fi e Bluetooth.

Em 2008, a App Store, a loja de aplicações passou a ser incluída nos telemóveis, tornando-se um enorme sucesso. Para além de vender software, a App Store permitia substituir vários equipamentos (como o GPS) e tornava o telemóvel personalizável. Aplicações de mensagens e chamadas ganharam dimensão (Skype, Viber e Whatsapp), os media criaram aplicações para se adaptar à “digitalização” da leitura de notícias e os criadores de videojogos descobriram uma nova plataforma de lançamento. Já o setor da medicina trouxe ainda mais ferramentas para estar ao corrente da sua saúde (medir passos, distâncias, ritmos cardíacos e calorias queimadas).

O impacto do iPhone: uma década de consequências

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A inovação da Apple trouxe consigo uma nova visão do telemóvel, chegando ao modelo mais recente de smartphone que conhecemos hoje, com certas características vindas das ideias e tecnologias desenvolvidas pela empresa (como ecrãs táteis por exemplo). O iPhone deu origem ainda a outros produtos como os tablets.

Na verdade, o iPhone teve tanto impacto ao ponto de atrasar um ano e três meses o lançamento do sistema operativo da Google, isto porque o projeto que estava a ser desenvolvido tinha como base o teclado físico, conceito que a Apple fez cair completamente. Ainda assim, pode dizer-se que a espera valeu a pena, já que o Android é hoje o sistema operativo mais utilizado no mundo.

A própria cultura das apps surgiu do iPhone, sendo que com o lançamento da Apple Store, vieram com ela novas aplicações tão disruptivas quanto o aparelho, como a Uber, entre muitas outras à escolha. Em 2008, a App Store começou com 500 apps mas hoje tem mais de dois milhões de aplicações. A principal loja concorrente, o Google Play, tem quase 3 milhões.

Bem-vindos à era mobile

De facto, a Apple mudou as regras do jogo e tornou os consumidores muito mais exigentes relativamente ao funcionamento de produtos antigos e mudou a própria forma como nos relacionamos com a tecnologia e uns com os outros. Atualmente existem 2.32 mil milhões de utilizadores de smartphone e 30% da população mundial possui internet no seu telemóvel.

O modo como comunicamos também sofreu alterações graças ao sucesso do iPhone. As redes sociais vieram para ficar e são talvez o melhor exemplo do sucesso dos smartphones, visto que estas não teriam a dimensão que têm hoje se não existissem estes aparelhos. O WhatsApp, puramente mobile, conta já com mais de mil milhões de utilizadores ativos, e isto para dar apenas um exemplo.

Para além disso, estes dispositivos móveis passaram a ser os preferidos por parte dos utilizadores em termos de acesso à informação. O digital cresce diariamente e o Facebook, YouTube e WhatsApp, por esta ordem, já são as principais plataformas por onde é consumida informação, segundo um estudo publicado pela Digital News Report.

A partir do dia de lançamento, o iPhone tornou-se o produto mais rentável da Apple, que só no segundo trimestre de 2017, rendeu 53.2 mil milhões de dólares. Para além disso, no momento do seu desenvolvimento, foram registadas mais de 200 patentes e o nome da empresa americana passou de Apple Computer, Inc. para Apple Inc.

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