Saúde

Caminhadas: o antídoto secreto para uma vida mais longa

22 Junho, 2017

As caminhadas reduzem o risco de sofrer de doenças cardíacas, podem dar-lhe mais anos de vida e contribuem para o seu bem-estar geral. Já o fez hoje?


Caminhar é melhor do que correr

Caminhar é uma ótima forma de se manter ativo fisicamente sem a intensidade que é exigida noutros tipos de deporto. Razão pela qual quase todas as pessoas o podem fazer sem problemas! E embora não ocupe um lugar de destaque em muitos planos de treino, as caminhadas têm imensos benefícios: fortalecem os músculos, as articulações e é uma atividade social.

Além disso, relatório Walking Works, levado a cabo pela Ramblers and Macmillian Cancer Support, detalha outros benefícios das caminhadas para a saúde: os investigadores afirmam que andar 30 minutos por dia, cinco dias por semana – a quantidade de exercício físico recomendada – pode salvar muitas vidas por ano e diminuir os casos de diabetes tipo 2.

E andar pode ser mais benéfico do que o running. Os cientistas da Lawrence Berkeley National Laboratory, na Califórnia, descobriram que caminhar rápido reduz o risco de sofrer de doenças cardíacas em 9,3%, enquanto que correr só em 4,5%. Neste estudo foram observados participantes entre os 18 e os 80 anos, durante 6 anos.

Mais passos, uma vida mais longa

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Aumentar o número diário de passos está diretamente relacionado com o segredo para ter uma vida mais longa. Por isso, se é cético em relação aos benefícios que as caminhadas podem ter na saúde, saiba que um novo estudo realizado pelo George Institute for Global Health e o Menzies Research Institute conseguiu prová-lo!

Para isso monitorizaram 3 mil australianos saudáveis, ao longo de 15 anos: foi-lhes dado um pedómetro para medir o número de passos que davam diariamente. Neste estudo apurou-se que o risco de mortalidade diminuiu 46% entre os participantes sedentários – em média com 59 anos – que passaram de 1.000 para os 10 mil passos por dia, sete dias por semana.

Quer dormir melhor? Caminhe 30 minutos

Tem problemas de sono? Então experimente andar mais e com ritmo. De acordo com outro estudo, desta vez da Oregon State University, percebeu-se que bastam caminhadas de 30 minutos, cinco vezes por semana, para o ajudar a dormir melhor e a manter-se mais alerta durante o dia.

Está na hora de trocar a cidade pelo parque perto de casa!

E se quer mesmo melhorar o seu bem-estar, é importante escolher bem o lugar onde caminha! O instituto inglês Mind, entidade ligada à saúde mental, revelou no seu relatório Ecotherapy: The Green Agenda for Mental Health que caminhar no campo pode reduzir a depressão e fazer aumentar a auto-estima.

A equipa de investigação da Universidade de Essex Green Exercise também se tem debatido sobre os benefícios de caminhar em espaços verdes. Através dos seus estudos conseguiram igualmente concluir que é de facto vantajoso trocar a cidade pelo parque: reduz os níveis de stress, melhora o humor, o bem-estar psicológico, a atenção e a concentração.

Caminhar pode ajudar a travar o Alzheimer?

E se lhe disséssemos que as caminhadas rápidas – e frequentes – podem ajudar a abrandar a perda de memória numa fase inicial do Alzheimer? De acordo com um dos primeiros estudos que aborda a atividade física como um tratamento experimental para a demência, é possível.

Para chegar a esta conclusão os investigadores da Universidade do Kansas decidiram trabalhar com voluntários – homens e mulheres – que sofriam desta patologia: fizeram-lhes um scan ao cérebro, testaram a sua capacidade de memória e de pensar, resistência aeróbica, habilidades físicas, etc. e em seguida dividiram-nos em dois grupos.

Um grupo iniciou um programa de caminhadas supervisionadas – 150 minutos por semana – com o objetivo de aumentar a capacidade física. O outro, que servia de grupo de controlo, começou a integrar aulas de alongamentos e tonificação que não visavam o aumento da resistência aeróbica.

Após seis meses mediram-se os resultados. As pessoas de ambos os grupos distanciaram-se a nível cognitivo. Isto é, alguns dos doentes que caminhavam melhoraram a sua capacidade de memória e de pensar. E o seu hipocampo aumentou de tamanho – esta área do cérebro está relacionada com a memória. No grupo de controlo a maioria das pessoas obteve piores resultados.

A importância de caminhar corretamente

Para que possa retirar todos os benefícios das caminhadas é preciso aprender a caminhar corretamente. Para isso deve manter-se direito – o queixo deve estar paralelo ao chão – e apertar os músculos da barriga. Além disso, os braços devem balançar naturalmente e deve desenrolar o pé do calcanhar aos dedos. E lembre-se de alongar antes e depois de cada caminhada.

No que toca ao calçado, as regras são simples: compre ténis adequados, que não estejam apertados – os pés incham com o andar -, que sejam confortáveis, flexíveis e leves. Deve também levar água para se manter hidratado durante a caminhada e usar roupa adequada. Antes de começar a caminhar, nunca é demais aconselhar-se junto do seu médico de família.

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