Saúde

Alergias respiratórias: conheça os sintomas e saiba como tratá-los

2 Maio, 2017

A primavera chega e com ela muitos portugueses começam a espirrar sem parar, a tossir, a pingar do nariz e a sentir muito cansaço. É sinal de que as alergias – ou melhor, os pólenes – andam no ar!


O que acontece ao nosso corpo quando estamos com uma alergia?

Cerca de três milhões de portugueses sofrem de doenças alérgicas crónicas, segundo a Sociedade Portuguesa de Aerobiologia. Mas em que consiste uma alergia, afinal? Basicamente trata-se de uma resposta exagerada do nosso corpo ao meio ambiente que o rodeia. Como o nosso sistema imunitário assume uma substância inofensiva como perigosa começa a produzir anticorpos para atacar os invasores, mesmo que, na verdade, a nossa integridade não esteja em risco.

Mas o que desencadeia estas reações? São os chamados alergénios e entre eles estão os pólenes, tão típicos da primavera. Uma vez na presença destes agressores, o nosso organismo tenta defender-se da melhor forma que sabe. Os espirros, a tosse, a obstrução das vias aéreas e a produção de secreções são os sintomas mais comuns associados às alergias.

25% dos portugueses sofre de rinite alérgica

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Espirros, nariz entupido, pingo e comichão no nariz, tosse, falta de ar e cansaço são os principais sintomas da rinite alérgica, que afeta 25% da população portuguesa, segundo dados da Associação Portuguesa de Asmáticos. Esta doença alérgica respiratória ganha ainda uma maior expressão com a chegada da primavera, sobretudo porque é durante esta estação que os níveis dos pólenes estão mais altos.

E como se costuma dizer, um mal nunca vem só. Muitas vezes as doenças alérgicas respiratórias coexistem umas com as outras. Um terço dos doentes como rinite alérgica também tem asma e a maioria dos doentes como asma (75%) tem rinite. Além disso, a rinite vem também muitas vezes acompanhada de conjuntivite alérgica, alerta o presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos Mário Morais de Almeida.

Porque sofremos de alergias respiratórias?

Sabia que uma criança tem 50% de probabilidades de desenvolver alergias respiratórias quando ambos os pais são alérgicos? E mais: se os dois sofrerem da mesma alergia, essa probabilidade sobe para 80%.

Mas a questão genética não é o único fator de risco. Há outros fatores que podem estar na origem das alergias, entre eles o sedentarismo, alterações na dieta, a obesidade, poluição, exposição a alergénios ou o consumo excessivo de medicamentos como antibióticos.

Tenho alergia ou estou só constipado?

Uma coisa é certa, os sintomas associados às alergias respiratórias são comuns a outras doenças e na maioria das vezes é difícil perceber se está a ter uma reação alérgica ou se está simplesmente com sintomas de constipação. No entanto, o diagnóstico precoce é essencial para que consiga usufruir do seu dia-a-dia com a maior qualidade possível, porque embora sejam tratáveis, as alergias crónicas não têm cura.

Assim, se suspeita que sofre de alergias respiratórias, o melhor a fazer é procurar um especialista em Imunoalergologia. Através de análises sanguíneas é possível confirmar a presença de anticorpos contra um determinado alergénio e, em caso positivo, o especialista indicar-lhe-á a forma de tratamento mais adequada.

Tratar as alergias e aliviar os sintomas

As vacinas antialérgicas são uma boa opção de tratamento para os casos mais graves, já que eliminam quase por completo os sintomas das alergias. Para aliviar o desconforto, pode sempre recorrer a anti-histamínicos não-sedativos, gotas para os olhos e sprays nasais antialérgicos.

Como lidar melhor com as alergias respiratórias?

Lidar com as alergias aos pólenes, sobretudo em determinadas épocas do ano, não é fácil. No entanto, há medidas simples que pode adotar para viver melhor. Conhecer o boletim polínico da região onde vive, por exemplo, pode ajudá-lo a gerir melhor o seu dia-a-dia.

Nos dias em que o nível dos pólenes estiver mais elevado, convém evitar zonas de campo durante o período da manhã e manter as janelas de casa e do carro fechadas durante o dia. Usar óculos escuros também pode fazer toda a diferença nestes dias.

E a alimentação também pode ajudá-lo a lidar melhor com as alergias. Teresa Mariano, da Direção da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, refere que as frutas cítricas como o limão e a laranja ajudam a controlar os sintomas das alergias porque têm uma ação de defesa celular e, como tal, aumentam a nossa resistência face a infeções respiratórias. Brócolos, espinafres, batata-doce ou os cereais integrais também são bons aliados contra as alergias!

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