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As 3 marcas mais poderosas do mundo

22 Março, 2017

São referências incontornáveis nas suas áreas e conquistaram consumidores em todo o mundo. Saiba como é que a Lego, a Google e a Nike se tornaram as três marcas mais poderosas do mundo.


Os critérios do êxito  

Todos os anos a consultora Brand Finance elabora um ranking com as marcas mais poderosas. E 2017 não é exceção: a Lego, a Google e a Nike ocupam o Top 3 da lista. Mas como é que chegaram até lá? Tiveram que demonstrar ótimos resultados ao nível de três critérios distintos: equity (capital próprio), o input da marca e o output.

Em termos de equity, averigua-se quais são as marcas que os consumidores preferem e quais pretendem comprar. Os resultados destes questionários entram depois numa fórmula que vai determinar 50% do power score total da marca. Já na dimensão input é avaliado o investimento em marketing: quanto mais dinheiro as marcas gastarem nesta área, melhor classificação obtêm. O output prende-se com a margem de lucro e os preços praticados pela empresa. Se a marca tiver uma boa margem de lucro em produtos com preço premium, por exemplo, consegue uma boa avaliação neste último parâmetro.

Lego: as peças de plástico que construíram um império

Quem diria que um brinquedo que faz parte do imaginário infantil de todos se revelaria a marca mais poderosa do mundo! A verdade é que as famosas pecinhas de plástico são muito mais do que uma brincadeira de crianças. A Lego, fundada em 1932 na Dinamarca, soube crescer e tornar-se uma marca de referência no seu segmento.

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Por um lado, o sucesso da Lego assentou no facto de o negócio se ter mantido na família. A mesma visão passou de Ole Kirk Kristiansen, um mestre carpinteiro, para o seu filho e mais tarde para o seu neto. Por outro lado, deveu-se à invenção do produto mais importante da Lego, o tijolo. A forma que todos conhecemos ganhou vida em 1958 e foi desenhada para permitir construções ilimitadas – para tal basta deixar a imaginação fluir. Mas nem tudo foram rosas. A marca sobreviveu à guerra, a dois incêndios e a alguns problemas financeiros.

Nestes 85 anos de vida, a Lego soube acompanhar o ritmo dos tempos e reinventar-se, tornando-se “o brinquedo do século” e a poderosa marca que conhecemos hoje. Mudou o logótipo, criou o parque temático Legoland, estreou-se no cinema, fez parcerias estratégicas com entidades como a Ferrari e a Warner Bros e hoje em dia é comercializada em mais de 140 países.

Google: do dormitório para o mundo!

Como é que o Google se tornou no site mais visitado e na segunda marca mais poderosa do mundo? Acredite ou não, o sucesso começou dentro das quatro paredes de um dormitório na Universidade de Stanford. Estávamos em 1996 quando Sergey e Larry Page tiveram a ideia do BackRub. No fundo, tratava-se de um revolucionário sistema de pesquisa que classificava as páginas online com base no número de ligações que outras páginas tinham para o site original.

A ideia colou, mas o nome não. E por isso não tardaram em chamar-lhe o que atuamente todos conhecemos como Google. Curiosamente, do quarto passaram para a garagem da amiga e atual Head do YouTube Susan Wojcicki, para dar seguimento à sua empresa. Mas não ficariam por lá muito tempo. Começaram por receber um investimento de 100 mil dólares da mão do co-fundador da Sun Microsystems e a partir daqui foi sempre a crescer até chegar a Palo Alto, a casa de muitas startups em Silicon Valley.

Hoje a Google é bem mais que um motor de busca. Tornou-se um império em constante inovação, que agrega produtos tão variados como o sistema operativo Android ou o famoso YouTube e que está sempre na vanguarda da tecnologia.

Nike: pistas de corrida e passerelles

Há cinco décadas que a Nike dá cor e conforto à alma dos verdadeiros desportistas – e com sucesso! O sonho nasceu na cabeça de Bill Bowerman e Phillip Knight, atual presidente da empresa, e o objetivo era transformar os ténis em algo útil e leve para os corredores. E não tardaram em pôr mãos à obra para a tornar rapidamente na maior empresa de venda de material desportivo de todos os tempos.

Mas como todos os grandes negócios este teve um início curioso. Os primeiros sapatos de corrida da Nike foram feitos dentro de uma máquina de waffles. Sim, foi quando a mulher de Bill Bowerman estava a fazer waffles para o pequeno-almoço que se deu o momento eureka. Estava criado o padrão da sola dos sapatos que permitiria aos atletas agarrar melhor o solo das pistas de corrida e, assim, ganhar mais velocidade.

E o timing era o certo. Aquando do lançamento do seu primeiro sapato em 1972, os Nike Cortez, a marca beneficiou das tendências culturais de consumo e de fitness da altura, sobretudo no que dizia respeito ao running. E claro, durante os Jogos Olímpicos de 1972 a Nike certificou-se de “vestir” os atletas a rigor. As cores, o logótipo e o slogan que fica no ouvido – “Just Do It!” – fizeram o resto!

Estrategicamente, a Nike aliou-se a grandes nomes do desporto como Michael Jordan e mais recentemente a Cristiano Ronaldo e a Roger Federer. No entanto, a Nike foi muito além do desporto. Hoje é também uma referência no mundo da moda que se passeia nas passerelles lado a lado com a Chanel e a terceira marca mais poderosa do mundo no ranking da Brand Finance.

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