Economia Pessoal

Está na hora de fazer um seguro de saúde?

20 Março, 2017

Está a pensar fazer um seguro de saúde, mas não sabe o que ter em conta? Fique a conhecer as diferentes opções, coberturas, exclusões, períodos de carência e muito mais.


Mais de 2 milhões de portugueses têm seguro de saúde

Ter um seguro de saúde está a tornar-se tendência entre os portugueses: mais de dois milhões já subscreveram este tipo de produto, segundo a Associação Portuguesa de Seguradores. Porquê? A principal razão apontada passa pelo benefício de ter descontos em consultas e tratamentos que não são abrangidos pelo Serviço Nacional de Saúde. No entanto, ter acesso a melhores condições de assistência, poder escolher o sítio onde vão ser tratados e evitar as listas de espera também são fatores que pesam na decisão.

O que é que devo ter em conta ao escolher um seguro de saúde?

Se também está a pensar fazer um seguro de saúde, antes de tomar a decisão, faça a si próprio algumas questões importantes: tem despesas frequentes com saúde? Tem filhos? Está a pensar ter um filho? Gostaria de ter um seguro que cobrisse situações de emergência? Quanto está disposto a pagar por um seguro de saúde, sem comprometer a sua situação financeira? A partir daqui, é importante recolher o máximo de informação sobre as ofertas disponíveis no mercado e perceber qual é a mais adequada às suas necessidades.

Seguro de reembolso, assistência ou misto? 

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Se o seu objetivo passa por poder escolher os médicos, hospitais e clínicas pode – e deve – optar por um seguro de reembolso. Este tipo de proteção é muito vantajosa sobretudo para quem mora longe de grandes centros urbanos e está por isso mais limitado à oferta existente. Neste caso, paga tudo do seu bolso e mediante a apresentação de recibos e faturas é-lhe reembolsado posteriormente a parte da quantia correspondente.

Caso viva na cidade, ou relativamente perto, considere a assistência. Este seguro permite-lhe que recorra aos profissionais e às instituições da rede de cuidados médicos da companhia e comparticipa uma parte das despesas abrangidas, até ao limite do capital contratado. Assim sendo, só pagará a parte da despesa que não está coberta pelo seguro. Mas cuidado, porque está sujeito ao pagamento de uma franquia se quiser usufruir de serviços fora da rede.

Por outro lado, se aquilo de que precisa mesmo é de um serviço mais flexível e abrangente, tem sempre como alternativa o seguro misto. O que queremos dizer com isto? Que pode recorrer a profissionais e instituições de saúde que estejam dentro ou fora da lista da seguradora sem se preocupar com as questões dos seguros de reembolso e de assistência. Mas há uma contrapartida: a liberdade de escolha, como seria de esperar, sai mais cara.

Atenção ao pagamento e à comparticipação

Há duas coisas que não lhe podem passar ao lado se, de facto, quer ter um seguro de saúde: as modalidades de pagamento e o valor da comparticipação paga pela seguradora. Ao subscrever a apólice poderá optar por pagamentos mensais, trimestrais, semestrais ou anuais, mas tenha em conta que o valor comparticipado pela seguradora costuma variar de acordo com a modalidade escolhida.

Coberturas: ambulatório, hospitalização e parto

No que diz respeito às coberturas do seguro de saúde, o difícil é mesmo escolher porque existe um leque de possibilidades, das mais simples às mais complexas. De acordo com a DECO, as mais importantes são as coberturas de hospitalização, ambulatório e parto – embora também lhe possam interessar as coberturas de estomatologia, próteses, ortóteses e medicamentos.

A cobertura de hospitalização cobre as despesas associadas a um internamento num hospital ou clínica: pagamento da diária hospitalar, aluguer do quarto, honorários dos médicos, enfermeiros, anestesistas, testes e exames necessários para o diagnóstico. E não só. Tratamentos de quimioterapia, radioterapia, transfusões e intervenções cirúrgicas também estão incluídos. Mas não conte com a cobertura de despesas com televisão, telefone, enfermagem privativa e assistência ao domicílio.

Já a cobertura de ambulatório prevê despesas com consultas de clínica geral, de especialidade, exames auxiliares de diagnóstico e, como o próprio nome indica, tratamentos em regime de ambulatório, isto é, que não exigem o internamento do paciente. E nem precisa de se preocupar com as despesas com pequenas cirurgias, honorários do cirurgião e dos ajudantes, material, sala de operações e, em alguns casos, o transporte em ambulância. Ficam de fora as consultas de psiquiatria, psicologia, fisioterapia, tratamentos de infertilidade, hemodiálise, entre outras.

Por último, a cobertura do parto cobre tudo o que diga respeito à gravidez: parto natural, cesariana ou interrupção voluntária da gravidez, diária hospitalar da mãe e do recém-nascido, honorários médicos do obstetra e do pediatra, sala de operação e medicamentos. Os gastos excluídos deste tipo de cobertura são os de carácter particular (televisão, telefone, enfermagem privativa e assistência ao domicílio) e associados aos acompanhantes.

Família no seguro de saúde: Há descontos?

A resposta é sim. Ou seja, se quiser incluir o seu agregado familiar no seguro, o valor do prémio diminui. Mas atenção: o seguro terá de ser igual para todos, o que pode ser encarado como uma desvantagem porque não estará ajustado às necessidades de cada um e que, claro, variam com a idade.

Se esta desvantagem pesar na sua decisão, saiba que há outra forma de poupar algum dinheiro. Se subscrever o seguro de saúde num lugar onde já tem contratado outro tipo de produtos – por exemplo um seguro automóvel – o valor pode baixar.

Cuidado com o período de carência e o limite de idade

O que é isto do período de carência, afinal? Basicamente é o tempo que as coberturas demoram a ficar ativas. Normalmente o período de carência ronda os 90 dias, mas no caso de gravidez ou parto pode ir até um ano e meio.

E atenção aos limites de idade! A maioria das seguradoras não faz novas adesões para quem tem mais de 55 anos e não renova o seguro quando atingir os 65.

Seguro de Saúde vs Plano de Saúde

Embora um seguro de saúde e um plano de saúde tenham como objetivo último e comum proteger os segurados face às despesas de saúde que possam surgir, são dois produtos diferentes que não deve confundir.

Enquanto que, como vimos, o seguro de saúde permite várias modalidades (reembolso, assistência, misto) e é um produto mais flexível, o plano de saúde é mais limitado nas escolhas. Quem opta por um plano de saúde paga um valor fixo mensal ou anual (não há a opção de reembolso) e não tem de de pagar mais nada ao utilizar os serviços incluídos no contrato.

Além disso, o plano de saúde tem a desvantagem de não poder escolher os médicos ou o local onde quer ser tratado, sem esquecer de que se trata de uma opção geralmente mais cara.

Simulador: qual é o melhor seguro de saúde para mim?

Como escolher o seguro de saúde que mais se adequa a si e à sua família nem sempre é uma tarefa fácil, a DECO decidiu dar uma ajuda. Através de um simulador poderá descobrir qual é o melhor seguro de saúde de acordo com o seu perfil pessoal.

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