Economia Pessoal

Poupar para a universidade dos filhos: quando começar?

22 Fevereiro, 2017

Com que antecedência devemos começar a poupar para a universidade dos filhos? E quanto? Para que não tenha que pegar na calculadora tarde demais, damos-lhe algumas dicas para preparar o futuro.


Quanto custa um Curso Superior?

Em primeiro lugar, as Universidades e Institutos de Ensino Superior têm liberdade de praticar os preços que desejarem. No entanto, as entidades públicas estão sujeitas a um limite máximo de propina que pode variar anualmente consoante o nível da inflação, ainda que, em 2016, não tenha havido nenhum aumento desse limite, que se fixou assim nos 1.063 euros anuais.

Grande parte das instituições públicas no Continente e nas Ilhas praticam este valor, embora haja ainda uma grande oferta de instituições a praticar preços bastante inferiores, como é o caso dos Institutos Politécnicos.

No caso das instituições privadas, que não estão sujeitas a este limite de propina, os valores praticados são geralmente bastante superiores, podendo chegar a cerca de seis vezes o valor pago em instituições do Estado.

Quanto custam o alojamento e alimentação?

Se o seu filho vai precisar de sair de casa para estudar, então os custos com alojamento e alimentação são de extrema importância, já que podem ultrapassar largamente os do próprio curso. É importante ter em conta que o estilo de vida influencia e muito o nível de gastos nestas duas categorias, pelo que cada caso será único.

Apesar de os preços variarem bastante consoante a região de Portugal, os valores mensais de uma residência de estudantes costumam variar entre os 100 e os 200 euros, sem refeições incluídas. Caso haja preferência por viver num quarto alugado, saiba que estes poderão estar disponíveis entre 200 e 350 euros mensais, em termos médios.

Quanto às refeições, apesar de não estarem incluídas nas residências, estas oferecem geralmente uma cantina em que cada refeição rondará um valor mais consensual de cerca de 2,50€. Poderíamos ainda assumir que este seria o valor esperado por refeição cozinhada pelo estudante caso houvesse a infraestrutura necessária. Este valor não será comparável se o estudante preferir almoçar ou jantar fora, onde esse custo poderá custar entre 2 a 4 vezes mais por refeição.

Que despesas terei com a Universidade do meu filho?

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Fazendo as contas à propina anual e aos gastos esperados com alojamento e alimentação, e tendo em conta a duração do curso, preparámos quatro cenários que poderão ajudá-lo a calcular a despesa que terá com a universidade do seu filho:

Vários fatores podem influenciar o nível de despesa que irá ter com os estudos universitários do seu filho, que poderá ir dos 3.000 euros a um total de 43.200 euros em três anos. Tudo isto poderá ainda variar consoante a universidade em específico, a necessidade de alojamento e alimentação fora de casa dos pais (e o respetivo nível), bem como a duração do curso, entre outros gastos expectáveis com livros e materiais, por exemplo.

Ainda vou a tempo de poupar para a universidade do meu filho?

Temos boas notícias para si: vai sempre a tempo de poupar, principalmente por uma razão tão importante como a educação dos seus filhos. Evidentemente que conseguirá poupar mais quanto mais cedo o começar a fazer, pelo que a antecedência é sempre a melhor amiga da poupança.

Para que possa fazer o seu próprio plano de poupança, preparámos vários cenários para cada um dos casos mencionados acima, isto é, começando a poupar com 18, 10 ou 5 anos de antecedência. Iremos assumir, para este efeito, uma poupança mensal de um valor fixo que rende um juro anual efetivo de 2%.

Compensa bastante começar a poupar bem cedo para a universidade do seu filho, por isso considere mesmo fazê-lo desde o seu nascimento. Para ter uma ideia do poderoso efeito dos juros compostos na poupança e no investimento, cada euro aplicado hoje a uma taxa de juro efetiva de 2% ao ano (que pode ser um valor conservador no longo prazo), valerá 1,10€ daqui a 5 anos, 1,22€ daqui a 10 ou mesmo 1,43€ daqui a 18 anos, o que significa uma rentabilidade de até 43% em 18 anos.

Assim já sabe, se foi pai recentemente ou se o vai ser nos próximos tempos, prepare-se com antecedência para que possa garantir um pé-de-meia para a educação superior do seu filho, com o mínimo impacto possível no seu orçamento familiar.

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