Cultura e lazer

Museus a não perder em Lisboa e Porto

9 Dezembro, 2016

Procura um programa de fim de semana diferente? Dê um passeio cultural pela cidade e conheça os melhores museus de Lisboa e Porto.


MAAT: a nova coqueluche da cultura lisboeta

maat

Foto: MAAT

2016 marca a chegada de um edifício no prolongamento da linha do Tejo que promete não deixar ninguém indiferente. Estamos a falar do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia e claro, do seu design futurista, orgânico, em forma de onda e com textura de réptil inspirada na calçada portuguesa que muito tem dado que falar.

Uma visita ao MAAT reúne cultura, longos passeios junto ao rio e um miradouro que é inédito, visto que é possível andar sobre o telhado do edifício. Além disso, o museu quer tornar-se numa verdadeira experiência ao permitir que tudo seja fotografável e ao convidar os seus visitantes a tocarem mesmo em algumas das peças. E para o deixar totalmente convencido, saiba que a entrada será gratuita até março de 2017, data da sua conclusão total.

Museu da Eletricidade: Passado, presente e futuro

museu_eletricidadeA poucos passos de distância do MAAT, está outro ponto de referência da cidade de Lisboa: o Museu da Eletricidade. Instalado na antiga central termoelétrica que iluminou toda a cidade de Lisboa por mais de quatro décadas, o museu conta com uma exposição permanente onde se pode ver a maquinaria original da Central Tejo e ter uma ideia do seu funcionamento.

Aqui, as referências ao passado convivem em harmonia com o presente e o futuro, já que o edifício recebe também exposições temporárias que unem a arte à ciência e até eventos de fotografia importantíssimos como o World Press Photo. De portas abertas para o receber de terça a domingo entre as 10h00 e as 18h00, aconselhamos que visite com especial atenção a Sala da Caldeira onde estão as máquinas de alta-pressão, que explore as fornalhas e que faça uma visita ao percurso secreto.

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Museu do Fado: cheira bem, cheira a Lisboa

museu_do_fadoÉ o bairro histórico de Alfama que serve de cenário a um dos museus que imortaliza um grande símbolo da nossa identidade: o fado. Aceite o nosso convite, faça uma viagem no tempo durante algumas horas e inspire-se de uma forma única na tradição e história do Museu do Fado.

Aberto desde 25 de Setembro de 1998, o Museu do Fado permite-lhe entrar no mundo de Amália Rodrigues e de outros artistas de renome.Aprecie as coleções de fotografias raríssimas, cartazes, pautas musicais, instrumentos, e muitos outros tesouros que juntos ajudaram a criar a história do fado. E não se esqueça de fazer pelo menos uma visita cantada. Afinal, o que é que pode ser melhor do que se deixar guiar pela voz de grandes fadistas de várias gerações?

Serralves: a casa da arte contemporânea no Porto

serralvesReza a história que em 1925 o Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, herdou uma casa repleta de extensos e magníficos jardins. E assim foi. No entanto, passaria ainda pelo Conde de Riba D´Ave até chegar às mãos do Estado Português e de Álvaro Siza Vieira. Em conjunto abraçaram a Fundação Serralves e deram início a um projeto que incluía a construção de um Museu de Arte Contemporânea disponível para a apreciação de todos.

Num piscar de olhos tornou-se num dos museus mais importantes do Porto e do país. Assim sendo, ao longo do ano não deve perder de vista as várias exposições, espetáculos de cinema, dança ou conferências que possam ser do seu interesse. E como se já não tivesse motivos suficientes para visitar Serralves, agora tem mais um: este ano o pintor catalão Joan Miró, uma grande referência do surrealismo, fez da Fundação a sua casa – ou melhor a casa de 80 das suas grandes obras.

Museu da Misericórdia do Porto: o melhor de 2016

misericordia_portoA cidade Invicta é também a casa do Melhor Museu Português de 2016: o Museu da Misericórdia do Porto. Quem o diz é a Associação de Profissionais de Museologia. Inaugurado em 2015 pela Casa da Misericórdia, é aqui que encontra a pintura de Josefa de Óbidos “A Sagrada Família” (na foto), e a pintura “Fons Vitae”, que remonta ao século XVI e é a peça central do museu. Trata-se de um quadro onde D. Manuel e D. Maria surgem aos pés de um Cristo Crucificado e que envolve um certo mistério. Até hoje não se sabe ao certo quem terá sido o seu autor, mas há quem afirme que teve o olho e o dedo do flamengo Colijn de Coter.

À parte das exposições, o Museu da Misericórdia tem também outras atividades que decorrem ao longo de todo o ano, como as conferências e as visitas guiadas. Além disso, este museu é a desculpa perfeita para conhecer melhor o passado e o presente da cidade do Porto.

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