Cultura e lazer

10 filmes que tem mesmo de ver em 2016

19 Setembro, 2016

Apetece-lhe ver um filme e não sabe por onde começar?

Aqui vão 10 sugestões que valem mesmo a pena.


Para os amantes das histórias verídicas 


  • Caso Spotlight, Tom McCarthy

caso_spotlightUm grupo de conceituados jornalistas que ia até ao fundo da questão em todas as suas investigações em nome da verdade? Sim, assim era a equipa “Spotlight” que trabalhou num dos casos mais mediáticos do jornal Boston Globe: em estes jornalistas depararam-se com um caso de pedofilia que envolvia vários padres da Igreja Católica e não pararam até que a verdade viesse ao de cima. Entrevistaram vítimas, reuniram provas concretas e contrapuseram testemunhos. O desfecho? Ora, não queremos estragar o suspense por isso terá mesmo que ver o filme.

Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, John Slattery, Stanley Tucci, Brian d’Arcy James, Liev Schreiber e Billy Crudup são os atores que assumem os papéis principais nesta histórica verídica que chocou o mundo e abalou a Igreja Católica.


  • A Queda de Wall Street, Adam McKay

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Para dar corpo e alma ao filme A Queda de Wall Street, o realizador Adam McKay reuniu um elenco de luxo que conta com nomes como Christian Bale, Steve Carell, Ryan Goslin e Brad Pitt. Juntos retratam a história de quatro homens que anteciparam o colapso do mercado e da economia nos Estados Unidos, em 2008, e que têm uma ideia controversa, mas genial. Decidem que vão lucrar com isso: investem no mercado imobiliário e fazem uma autêntica fortuna.

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  • The Revenant, Iñarritu

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“O Renascido” foi o filme que deu, finalmente, um Oscar a Leonardo DiCaprio! Trata-se de uma biografia inspirada na história de Hugh Glass, um explorador que durante uma expedição é gravemente ferido por um urso e abandonado à sua mercê pelos companheiros de viagem. De uma forma inexplicável Glass luta para se manter vivo. O mais extraordinário é que será o desejo de vingança o motor que o vai fazer regressar a casa.


  • Milagre no Rio Hudson, Clint Eastwood

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  • Clint Eastwood e Tom Hanks – realizador e ator – trabalharam lado a lado pela primeira vez para fazer ecoar também nas salas de cinema portuguesas a histórica verídica do milagre do Rio Hudson. E, de facto,tratou-se mesmo de um milagre em pleno século XXI: o chefe-piloto Sully Sullenberger (personagem de Tom Hanks) conseguiu fazer aterrar de emergência um avião sobre as águas geladas do Rio Hudson, em Nova Iorque, salvando a vida de 155 pessoas.

Sully deu um verdadeiro sentido ao título de herói americano. Foi acarinhado pela população, pelos media e companheiros de profissão, mas quando menos espera as contrariedades da vida vão trocar-lhe as voltas.


O tema do emprego em destaque em 2016


  • A Lei do Mercado, Stéphane Brizé

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Tocante, real e com um toque de atualidade. Assim se pode começar a descrever a história de A Lei do Mercado e de Thierry (Vincent Lindon) que, aos 51 anos, e depois de ter estado dois anos desempregado, aceita um trabalho como segurança num supermercado para conseguir sustentar a sua família. Mas nada poderia ser assim tão fácil. Os valores de Thierry vão ser postos à prova quando este se vê obrigado a escolher entre espiar as colegas das caixas para que a entidade patronal as possa despedir ou voltar ao desespero de não ter um emprego ou sequer dinheiro suficiente para cobrir as necessidades básicas do dia-a-dia.


  • 99 casas, Ramin Bahrani

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Vale mesmo a pena descobrir Michael Shannon e Andrew Garfield neste tão afamado filme de Ramin Bahrani. O primeiro interpreta o papel de Rick Carver, um homem implacável e despojado de qualquer sentimento que tem uma fortuna que assenta na penhora de casas. Já Dennis Nash, um homem de família, vê-se obrigado a aceitar trabalhar com ele porque está a atravessar uma situação económica muito difícil. No entanto, este “pacto com o diabo” vai tendo um custo cada vez mais alto.


Boas histórias são sempre boas histórias


  • Bons Rapazes, Shane Black

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Um filme que traz ao de cima não só o melhor de dois géneros diferentes – estamos perante uma comédia policial – como junta dois atores como Russell Crowe e Ryan Gosling tem que despertar a curiosidades dos entusiastas pela sétima arte. Além disso, a história é aliciante e à moda antiga: dois detetives privados investigam o suicídio de uma estrela de cinema pornográfico nos anos 70 mas vão ver-se envolvidos nos meandros de uma verdadeira conspiração. Os métodos pouco ortodoxos de uns destes detetives não vão deixá-lo indiferente!


  • Quarto, Lenny Abrahamson

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Jack tem cinco anos e vive feliz com a mãe. Nada de estranho. Mas e se lhe disséssemos que esta criança sempre viveu dentro de um quarto sem janelas ou qualquer outra forma de contacto com o mundo que o rodeia? Baseado no romance Emma Donoghue, Quarto é uma história de cumplicidade entre mãe e filho, mas também uma interessante reflexão sobre o que é realmente a liberdade.

Para o convencer de que este é mesmo um dos filmes a ver, basta referir que a atriz Brie Larson ganhou este ano o Óscar de melhor atriz com a interpretação da mãe de Jack.


  • Carol, Todd Haynes

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Recuemos até aos anos 50. Estamos em Nova Iorque e a vida de duas mulheres completamente diferentes está prestes a cruzar-se: enquanto uma tem uma vida bastante desafogada e está ao mesmo tempo presa a um casamento fracassado, a outra sonha com uma carreira como fotógrafa profissional enquanto trabalha numa secção de brinquedos de um grande armazém. Rapidamente brotará um grande amor entre estas duas personagens, mas não será fácil.

O realizador Todd Haynes arranca de Cate Blanchett e Rooney Mara duas interpretações incríveis. Tão incríveis, que lhes valeu às duas uma nomeação para os Óscares.


  • Cartas da Guerra, Ivo M. Ferreira

cartaz_da_guerraEstamos em 1971. A Guerra Colonial ainda inflamava no Leste de Angola e o amor entre António – na altura com 28 anos – e Maria José vê-se interrompido: António é nomeado pelo Exército Português para servir como médico num conflito que não compreendia. A saudade é o mais difícil de suportar durante este destacamento forçado mas o militar tenta esbatê-la com belas cartas que revelam a pouco e pouco o homem que é verdadeiramente.

Um filme inspirado nas cartas que António Lobo Antunes escreveu à sua mulher enquanto esteve destacado como Alferes em Angola e que foi escolhido pelos membros da Academia Portuguesa de Cinema para representar Portugal na categoria de “Melhor Filme Estrangeiro” na corrida aos Óscares.

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