Saúde

Sistema Digestivo: Somos o que comemos

9 Agosto, 2016

Por que é tão importante para a saúde? Como funciona?

Quais são as principais doenças associadas ao sistema digestivo?


A “fonte de alimentação” de todo o organismo

Não é novidade que o sistema digestivo é essencial para o bom funcionamento de todo o organismo: é ele o responsável por extrair dos alimentos que consumimos os nutrientes necessários às funções vitais do nosso corpo. Como as células do organismo só conseguem absorver nutrientes simples, aquilo que comemos tem de passar por um processo de simplificação, a digestão.

Human Digestive SystemÉ na boca que tudo começa: a mastigação dá início ao processo digestivo, que, no total, pode levar entre 24 a 72 horas. A transformação química dos alimentos dá-se no estômago e, aos poucos, o bolo alimentar que resulta deste processo é encaminhado para os intestinos, onde ocorre a absorção dos nutrientes pela corrente sanguínea que, por sua vez, os leva a todos os órgãos. Tudo aquilo que não é absorvido acaba por ser expelido.

Quando pensamos no sistema digestivo como a “fonte de alimentação” de todo o organismo, não é difícil imaginar que aquilo que escolhemos comer vai influenciar toda a performance do nosso corpo. Sabemos bem demais que se fizermos uma dieta rica em gorduras arriscamos ter colesterol alto ou que se abusarmos no sal estamos a abrir as portas à hipertensão arterial e, assim, a pôr em causa a nossa saúde.

Glândulas (mais do que) acessórias

Porém, nem tudo no sistema digestivo se resume aos tratos gastrointestinais superior e inferior. As chamadas glândulas acessórias têm, na realidade, um papel mais importante no processo digestivo do que o seu nome deixa adivinhar. Falamos não só das glândulas presentes na boca (salivares) e nas paredes do estômago e intestino, mas também em velhos conhecidos de todos nós: o fígado e o pâncreas.

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A principal função de todas estas glândulas é a produção de substâncias químicas essenciais à digestão, quer seja a saliva, enzimas, suco gástrico ou bílis (produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar).

Algumas destas glândulas podem, no entanto, acumular outras funções importantes. É o caso do fígado que, para além de produzir o suco biliar, é também responsável, por exemplo, pela síntese do colesterol, pelo armazenamento de certas vitaminas e minerais e até pela produção de eritrócitos durante o primeiro trimestre da gravidez. Quase podemos dizer que o fígado tem um papel preponderante na “desintoxicação” do nosso organismo, já que tem a seu cargo a síntese e a transformação de várias substâncias que podem ser prejudiciais.

Também o pâncreas é mais do que um mero produtor de enzimas que digerem os alimentos e quem sofre de diabetes sabe bem do que falamos. É ele o responsável por regular os níveis de glicose no sangue através da produção da insulina. A diabetes, caracterizada por um excesso de glicose no sangue e urina, é, nada mais, nada menos, do que a consequência da produção insuficiente desta hormona.

 O seu corpo precisa da “matéria-prima” certa, na quantidade certa

Escolher bem aquilo que comemos e bebemos parece ser, de facto, o segredo para o bom funcionamento não só do trato gastrointestinal como de todo o organismo. Muitos dos problemas comuns do sistema digestivo podem ser prevenidos com a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis: é o caso da obstipação, das gastroenterites, pedras na vesícula biliar, pancreatite e até dos cancros do estômago e do cólon. Já as doenças como a apendicite, gastrite, as úlceras no estômago ou as inflamações dos intestinos são complicações que nem sempre estão ligadas à alimentação e de causas por vezes pouco claras.

Com tudo o que já sabemos e o que a Ciência descobre todos os dias, fica cada vez mais claro que a alimentação desempenha um papel muito importante em todo o funcionamento do organismo. Poderão certos alimentos fazer-nos mais felizes? Se adotarmos a dieta certa podemos atrasar o envelhecimento? Os intestinos podem ser um “segundo cérebro”? Somos mesmo aquilo que comemos?

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