Saúde

Sistema respiratório: O que acontece quando respiramos?

6 Agosto, 2016

Respirar é tão natural que até nos esquecemos da sua complexidade. 

Por que é tão importante? Como funciona? Principais doenças associadas?


Tudo começa no nariz

O nariz aspira o ar, que passa pela laringe e que percorre o seu caminho pela traqueia até chegar aos pulmões. Já parece complicado? Para dizer a verdade, ainda estamos a começar: é nos pulmões que o mais importante acontece.

Distribuir aquilo que é importante, eliminar o que é tóxico

Os pulmões de um adulto pesam em média 600 gramas e têm como principal função receber o ar que respiramos, filtrá-lo e humedecê-lo. O próximo passo é oxigenar a corrente sanguínea que, por sua vez, fornece oxigénio a todos os órgãos do corpo: os pulmões são formados por 300 milhões de alvéolos, irrigados ininterruptamente com sangue por cerca de 80 mil minúsculos capilares sanguíneos. O trabalho dos pulmões só fica concluído quando eliminam o dióxido de carbono (CO2) produzido pelas células.

Assim sendo, o sistema respiratório é vital para o correto funcionamento do corpo humano. E que, caso contrário, a acumulação de CO2 no organismo de qualquer ser humano pode ter graves repercussões na saúde a curto, médio e longo prazo e aumentar consideravelmente o risco de surgimento de várias doenças respiratórias diferentes.

O que está por detrás de cada inspiração

Illustration of human lungs anatomyInspirar. Expirar. Sem se aperceber, durante estas duas ações movimentou simultaneamente 20 músculos e num espaço de um minuto realizou cerca de 15 inspirações. E é o sistema nervoso central, com a ajuda do sistema nervoso periférico, que está por detrás deste mecanismo que envolve todo o sistema respiratório e em grande parte os pulmões.

O tronco encefálico, que está localizado na parte interior do encéfalo, é responsável por produzir estímulos nervosos internos que controlam funções vitais como os movimentos respiratórios e até alguns reflexos humanos como a vontade de tossir ou espirrar – um mecanismo de defesa que impede que poeiras ou outras substâncias indesejadas se alojem nos pulmões.

Além disso, é entre estes dois passos que se dá início ao processo de troca de oxigénio e dióxido de carbono entre os milhões de alvéolos pulmonares e o sangue e o transporte do sangue aos tecidos.

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A pneumonia mata 16 pessoas por dia e este número não pára de aumentar de ano para ano. Trata-se de uma infeção nos pulmões que pode ser leve, severa ou mortal e que afeta os pequenos sacos de ar – os alvéolos – e os tecidos circundantes. De um modo geral, é uma doença respiratória que é provocada pela inalação de microrganismos ou bactérias.

No decorrer desta infeção, os alvéolos e os bronquíolos começam a ficar preenchidos por muco e pus dificultando assim as trocas gasosas essenciais à manutenção da vida. Não é por acaso que os principais sintomas que o seu organismo manifesta são dificuldade em respirar, falta de ar, tosse com expetoração, febre e dores torácicas.

Sabia que doenças respiratórias como a asma, bronquite e o cancro do pulmão correspondem à terceira causa de morte em todo o mundo? Não deve por esta razão desvalorizar sinais de alarme como a tosse frequente, rouquidão, nariz entupido, dores no peito, dores de garganta, garganta irritada, pingo no nariz, dificuldade em respirar mesmo quando não está em esforço (a subir escadas, a andar ou a fazer exercício).

Já reparou que o sistema respiratório, assim como todos os outros sistemas que compõem o complexo e fascinante corpo humano, trabalha sem parar durante toda a nossa vida? O que acontece aos pulmões ao fim de 10, 20, 30 anos de trabalho intenso? E como vivem as pessoas que sofrem de doenças respiratórias crónicas? Como reage o nosso corpo à falta de oxigénio? Responder a estas perguntas pode não ser tão fácil como respirar, mas é, sem dúvida, um desafio que vale a pena!

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