Economia Pessoal

Financiamento automóvel: O que ter em conta?

8 Julho, 2016

Comprar um carro não é apenas escolher marca e modelo. Também é optar pela modalidade de financiamento que melhor se ajusta.


Crédito ou Leasing?

Na altura de comprar carro, existem várias alternativas para a aquisição. O comprador pode, naturalmente, comprar um automóvel a pronto pagamento, isto é, desembolsando imediatamente o valor total do carro, ou pode optar por uma estrutura de pagamento mais flexível que lhe permita dividir os custos por um tempo mais alargado.

Alguns dos exemplos mais comuns de financiamento são o Crédito, o Leasing, o Renting e o Aluguer de Longa Duração (ALD). O Crédito e o Leasing são as alternativas mais procuradas pelas famílias. Na altura de comprar carro, convém que conheça as diferenças entre estes dois métodos para que possa tomar a opção que mais lhe convier, de acordo com a sua situação financeira e as necessidades da sua família.

Crédito: Proprietário desde o primeiro dia

Portrait of an handsome man driving his car

O Crédito é o mais simples e consiste em dois passos simultâneos: o credor (normalmente um banco) efetua um empréstimo ao comprador no valor de compra do carro e este último efetua imediatamente a aquisição. Posteriormente, este empréstimo será pago em prestações mensais ao credor, que normalmente são constantes e são compostas por reembolsos de parte do capital emprestado e também por juros. Nesta forma de financiamento, o automóvel fica imediatamente no seu nome, isto é, é proprietário da viatura desde o primeiro dia.

Leasing: menos custos com juros

O Leasing difere do Crédito em primeiro lugar nos montantes da primeira e última prestações e ainda na questão da propriedade do bem. No Leasing, o credor (ou “locador”) costuma exigir um pagamento de entrada ao tomador do Leasing (ou “locatário”) que pode chegar a cerca de 30% do valor do automóvel, ao que se seguem as prestações com juros, e que geralmente também são constantes.

No entanto, uma particularidade do Leasing é que durante a maior parte do contrato o proprietário do automóvel não é o locatário, mas sim o locador. Depois de paga a última prestação do contrato de Leasing, o locatário poderá optar pela propriedade do automóvel, mediante o pagamento de um “valor residual” que pode ir dos 10% aos 20% do valor do veículo e que é pré-determinado no contrato. Uma vez que no Leasing o valor financiado é bastante inferior ao do Crédito (uma vez que foi exigido um montante de entrada), o custo com juros associado tende a ser inferior no primeiro.

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Tanto o Leasing como o Crédito permitem fasear o pagamento de um bem de valor considerável e, assim, suavizar a compra do automóvel em prestações ao longo do tempo, em troca de juros.

Antes de se decidir, é importante pesar as vantagens e desvantagens do Crédito e do Leasing e avaliar qual o melhor cenário para o seu caso em concreto. No caso do Crédito, os pagamentos são menores à entrada, tem a propriedade do bem desde o início, mas os custos com juros costumam ser mais elevados. Já no Leasing os custos com juros são mais reduzidos, os pagamentos à entrada são maiores do que no Crédito (mas ainda assim menores do que na aquisição a pronto) e a grande diferença é que a propriedade do bem só lhe é atribuída no final do contrato.

Para além do Crédito e do Leasing convencional, há ainda outras modalidades que podem interessar a quem pensa comprar carro novo. O ALD, por exemplo, consiste num Leasing em que a transferência de propriedade do automóvel no fim do contrato é obrigatória por parte do comprador, e não opcional. Outra opção é o Renting, que consiste num simples aluguer de uma viatura (uma prestação de serviços), mas tem a vantagem de não haver custos com manutenção, já que o carro nunca é sua propriedade.

Os “custos escondidos” ao adquirir um automóvel novo

São vários os custos associados à aquisição de um carro novo que acabam por nos passar ao lado, mas que podem fazer toda a diferença na nossa decisão de compra. É que para além de ter de fazer contas aos juros e valores de entrada, caso opte por uma das soluções de financiamento que vimos, é importante não ignorar outros fatores que podem pesar na sua carteira.

Ao comprar um carro novo, verifique os “custos escondidos”, que podem significar um aumento das despesas mensais para além da prestação do crédito/leasing: é possível que tenha de pagar mais de imposto de selo e de seguro pelo seu novo automóvel, em relação ao antigo. Também as marcas e modelos de automóveis podem diferir em custos de manutenção. Se tiver em mente todas estas questões ao tomar a decisão de comprar carro novo, poderá evitar surpresas desagradáveis no seu orçamento familiar.

Já escolheu o seu carro novo?

Agora que já conhece as modalidades de pagamento disponíveis e calculou quanto é que o carro novo vai pesar no seu orçamento mensal, é tempo de dar atenção a outros pormenores que podem influenciar a sua escolha.

Avaliar as necessidades de transporte da sua família é fundamental: precisa de um automóvel familiar ou um carro mais pequeno é suficiente para o trajeto trabalho-casa? Outras questões que deve colocar-se é o número de quilómetros que faz por mês e se costuma fazer viagens longas.

Se estiver inclinado para um ou outro modelo, nada melhor que aconselhar-se com profissionais e não dispense o test-drive para chegar a uma decisão definitiva. Escolhido o automóvel, lembre-se ainda de verificar se os extras que faz mesmo questão de ter estão incluídos no preço e se vale ou não a pena dar o seu carro antigo para troca no momento da compra.

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