Saúde

Como funciona a grande empresa que é o corpo humano?

25 Junho, 2016

O corpo humano é em muitos aspetos como uma empresa. Tem uma estrutura hierárquica própria, vários departamentos e colaboradores com funções diferentes. E todas as suas partes são indispensáveis para o dia-a-dia.


O cérebro ou o Conselho de Administração do corpo humano?

O cérebro é uma das partes mais importantes do corpo humano porque é ele que gere tudo. Além de coordenar e controlar todas as funções vitais à sobrevivência como o sono, o movimento, a sede, os cinco sentidos e as emoções, transmite através de estímulos elétricos toda a informação necessária para o funcionamento das várias partes que constituem o nosso organismo.

Mas o que seria do cérebro sem a ajuda do coração, dos pulmões e do estomago, os seu braços direitos na gestão? Sem a ajuda destes “diretores centrais”, como chegaria o oxigénio e os nutrientes, tão importantes para o bom funcionamento do corpo humano, ao cérebro e a todos os restantes órgãos? Tal como o Conselho de Administração e os seus principais diretores, o cérebro, o coração, os pulmões e o estômago ocupam lugares de grande importância nesta grande organização que é o corpo humano.

Todavia, não se criem ilusões: nessa grande empresa que é o corpo humano, apesar de haver uma certa hierarquia, todos os seus departamentos (sistemas do corpo humano) tem que funcionar bem, caso contrário os resultados começam a ser negativos.

Quais são os “departamentos” do corpo humano?

A organização do corpo humano em sistemas é muito semelhante à organização de uma empresa por departamentos. Assim como uma empresa está dividida em vários departamentos (compras, produção, comercial, financeiro, entre outros), o mesmo se aplica ao ser humano. Na medicina é corrente analisar o corpo humano como um conjunto de 14 “departamentos” (sistemas): Circulatório, Respiratório, Digestivo, Urinário, Nervoso, Sensorial, Tegumentar, Imunológico, Linfático, Reprodutivo, Endócrino, Muscular, Articular, Esquelético.

Os diferentes sistemas, tal como os departamentos de uma empresa, tratam dos seus assuntos específicos, mas estão fortemente interligados e influenciam toda a organização: se o sistema circulatório deixar de funcionar corretamente devido à formação de um coágulo, por exemplo, todo o organismo fica comprometido, o que pode implicar uma deslocação forçada e imediata a um hospital. Ora, o mesmo acontece quando uma falha tecnológica ou de comunicação num departamento compromete o trabalho de todos os outros envolvidos e são acionadas medidas para resolvê-la rapidamente.

Human Body Systems

O que existe dentro de cada “departamento”?

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Numa empresa, o departamento financeiro, por exemplo, tem como missão principal fazer chegar o dinheiro (“nutrientes”) onde ele é necessário no timing certo. Se os colaboradores e os fornecedores não são pagos a tempo e horas, é natural que o funcionamento da empresa se comece a ressentir. Para executar bem a sua missão o departamento financeiro costuma organizar-se em várias secções, cada uma delas com funções ainda mais especializadas mas sempre unidas pela mesma missão.

O sistema circulatório é provavelmente a parte do corpo humano que mais semelhanças apresenta com o departamento financeiro. A missão deste sistema humano é garantir que os nutrientes e o oxigénio chegam a tempo e horas aos vários “colaboradores” do corpo humano (células) que trabalham arduamente nas suas “secções” (órgãos) alocadas aos departamentos respetivos (sistemas).  Se isso não suceder começam a surgir problemas. Para que esta função seja bem desempenhada, o sistema circulatório está repartido em 4 secções especializadas (órgãos): o coração, as veias, as artérias e o sangue. Em cada uma destas “secções” trabalham milhares de células, que tendo funções diferentes estão todas unidas pela mesma missão: fazer chegar aos 10 triliões de células aquilo que elas precisam para trabalhar (nutrientes e oxigénio) e dessa forma manter funcional o corpo humano.

Sintomas e doenças

Nas empresas, os principais sinais de alarme, de que algo não vai bem, são a descida dos resultados económico-financeiros, o abandono excessivo de clientes, o aumento acima do normal da conflitualidade interna, a repetição de erros e a perda de reputação junto do mercado em geral.

Com o corpo humano passa-se algo semelhante. Os sintomas são diferentes mas a lógica é parecida.  Os sintomas mais correntes,  de que algo não vai bem com a saúde de uma pessoa, são o aparecimento de dores localizadas, o surgimento de um sentimento generalizado de mal estar, a redução de apetite ou o aumento excessivo da temperatura corporal (febre). Se estas manifestações se agravarem com o tempo, então estaremos muito provavelmente na presença de um estado de doença. As origens desse disfuncionamento, dependendo do tipo de sintomas, são sempre sinal de que alguns sistemas e seus órgãos específicos não estão a desempenhar bem a sua função. Num estado avançado da doença a falência de determinados órgãos pode ser uma realidade, pondo claramente em causa a sobrevivência do ser humano.

Os objetivos: a semelhança que faltava

E ao nível dos objetivos o que é que o corpo humano tem em comum com o funcionamento de uma empresa? Há quem diga que o objetivo das empresas é o lucro. Mas para que serve o lucro se não para dar continuidade ao projeto da empresa e aumentar a sua longevidade até ao máximo possível? Será que não é esse o mesmo objetivo do corpo humano: viver o máximo de tempo possível?


O Economia à Sua Medida é uma iniciativa do Banco Finantia. Saiba mais.

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